Cariocas lotam igreja de São Jorge em QuintinoÉrica Martin/Agência O DIA
Publicado 23/04/2026 08:30
Rio - O Dia de São Jorge, celebrado nesta quinta-feira (23), reuniu centenas de fiéis desde a madrugada na tradicional Igreja Matriz, em Quintino, na Zona Norte, e no Santuário, no Centro. Antes mesmo do nascer do sol, devotos já acompanhavam as primeiras homenagens ao santo guerreiro, em uma programação que segue ao longo de todo o dia em diferentes pontos da cidade.
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Igreja Matriz de Quintino
Como destaque deste ano, um show de 300 drones iluminou o céu de Quintino por volta das 4h30, formando imagens e símbolos ligados a São Jorge e emocionando o público, que lotou o entorno da igreja. Após a alvorada, às 5h, as celebrações continuam em diversos horários, entre 7h e 19h30, incluindo uma missa às 10h presidida pelo cardeal Orani Tempesta.
Veja vídeo:

Ao DIA, os fiéis relataram a emoção de participar das festividades e agradeceram pelas graças alcançadas, muitas delas atribuídas à fé no santo.

A aposentada Ângela Maria, 57 anos, é frequentadora assídua da matriz e revelou ter ficado encantada com as homenagens. "É maravilhoso, todo ano eu venho. Tive bastante milagres, a cirurgia do meu esposo deu tudo certo. Venho não só pedir, mas agradecer. Cheguei aqui 2h e está valendo a pena", disse.

Teve ainda quem saiu de longe para acompanhar a programação, como foi o caso do técnico de controle da qualidade e morador de Campo Grande, na Zona Oeste, Piticalyn Barbosa de Souza, 41 anos.

"É uma emoção muito grande estar aqui hoje com minha família para agradecer todas as bênçãos que tivemos durante o ano, e também para renovar minha fé junto com a minha família. É muito gratificante estar aqui hoje. Saímos de casa meia-noite, e só de estar com a família curtindo essa festa é uma coisa muito grande, junto com todo mundo", contou.

Piticalyn afirmou ainda que estenderá as comemorações. "Saindo daqui vamos para outra festa, de uma turma de bate-bola, um centro cultural que tenho em Campo Grande. Hoje tem feijoada e festa até a noite. A gente envolve a cultura e a fé, tudo junto", frisou.

Devoto de São Jorge desde criança, o técnico ressaltou a importância da fé e citou a própria história como exemplo de superação.
"Meu milagre é que eu tinha 1% de chance de ficar com a minha perna e estou aqui hoje. Só de ter uma família formada, com São Jorge me abençoando, não tem nada melhor que isso (...) Aqui em casa tem até três imagens de São Jorge, tem uma sala, na área de serviço, e outra no meu quarto. Essa fé é passada de geração em geração, hoje minha filha estava comigo, meu afilhado, minha esposa e um amigo do meu afilhado", relatou.
Por fim, Piticalyn também elogiou o show dos drones, mas acrescentou que o posicionamento poderia ser um pouco melhor.

"Estava muito legal, foi tudo muito bom, mas podia ser mais para a direita, porque ficou muito em cima da igreja. Então, quem estava dentro da área da igreja, como estava muito cheio, não deu para ver tudo. Se tivesse colocado mais para a direita, ficaria melhor", contou.

O advogado e professor, Sérgio Roberto de Melo Silva, 72 anos, também comentou sobre um milagre que ouviu na própria igreja e levou como inspiração.

"O que me fez estar aqui hoje foi a fé em São Jorge. Eu ouvi aqui, nessa igreja, uma história que me comoveu muito: uma criança caiu do segundo andar, e a mãe a pegou e saiu para a rua, tentando levá-la ao pronto-socorro. Ela não tinha recurso nenhum. Pediu uma carona, e um táxi parou. Quando entrou no carro, a criança disse pra mãe: ‘Mãe, foi aquele homem ali que me segurou’. Dentro do carro, o motorista tinha uma imagem de São Jorge, e ele falou isso pra mãe. Essa história fica comigo, me acompanha em todos os lugares. É uma mensagem linda", explicou.

Morador da Vila Valqueire, Sérgio revelou que frequenta a matriz há mais de 40 anos. "Todo ano venho cada vez melhor, cada vez com mais amor, mais fé, mais alegria de viver. Graças a Deus estou bem de vida. Hoje, eu só vim hoje parabenizar a Jorge, como todos os anos, eu já peço todo dia, hoje vim parabenizá-lo", reforçou.

A engenheira mecânica, Érica Azevedo, 40 anos, elogiou o show de drones e celebrou a vida do santo.

"Para mim é muito especial, estou aqui há mais de 20 anos. São Jorge faz parte da minha vida. A homenagem foi lindíssima, eu estou aqui desde meia-noite, assisti a primeira missa, foi belíssimo, o drone surpreendeu. Já vivenciei alguns milagres, a universidade que fiz, quando fui aprovada em engenharia e o segundo de nunca ter ficar desempregada", afirmou.
Quem também esteve na matriz foi o prefeito Eduardo Cavaliere. Pela primeira vez, os festejos foram realizados como parte do Calendário Oficial da Cidade, atraindo um público estimado em mais de 1,5 milhão de fiéis ao longo do dia.
"Eu venho todo ano aqui, na igreja onde fui batizado. Essa é uma devoção carioca, do Brasil. Venho, como sempre, pedir proteção pra mim, pra minha família e para os cariocas. O turismo religioso é muito importante na cidade do Rio, desde o Cristo Redentor até as festas religiosas, como o Dia de São Sebastião e o de São Jorge. A gente lembra sempre que, mais que a devoção, as festividades de São Jorge movimentam a economia, são feijoadas espalhadas por toda a cidade, festas", disse.
Cavaliere revelou ainda que cerca de 60 a 70 mil fiéis estiveram presentes no espaço apenas no momento da alvorada. "Cheguei aqui às 4h, já estava lotado. A gente segue avançando com as proteções de São Jorge", finalizou.
Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do município do Rio, a Festa de São Jorge é uma das maiores manifestações de fé do calendário religioso carioca, mobilizando uma multidão de devotos. Mais do que um evento religioso, a celebração também se destaca como expressão cultural da cidade.
Santuário de São Jorge reúne milhares de fiéis no Centro
O Santuário Arquidiocesano de São Jorge e São Gonçalo Garcia, localizado na Rua da Alfândega, se consolida como centro de peregrinação, reunindo devotos vindos de diversas regiões da cidade, da Baixada Fluminense, do interior e de outros estados. 
Elevada recentemente a santuário, a igreja dedicada a São Jorge promove a tradicional festa em um palco montado na Avenida Presidente Vargas, no Centro. Com muita fé e devoção, milhares de pessoas passam pelo local para louvar e agradecer a Deus e ao santo. Até o meio-dia, segundo a organização do evento, cerca de 500 mil fiéis já haviam passado pela festa.
Já na entrada do evento, sacerdotes da igreja benzem quem vai ao local prestar suas homenagens. Com missa a cada hora, os fiéis aproveitam para agradecer as bênçãos alcançadas, fazer promessas e pedir proteção ao santo guerreiro.
Para o padre Victor Hugo, São Jorge representa força, garra, persistência e a coragem. 
"Agora temos que chamar de Santuário Arquidiocesano de São Jorge, único do Brasil. Começamos às 4h, já com um número expressivo de fiéis desde cedo aqui. As missas estão acontecendo também no exterior, no palco, e pra gente é sempre uma grande alegria (...) E é um povo corajoso mesmo, que vem pra cá cedo e permanece o dia inteiro conosco, na fila, para fazer a visitação à igreja. Então, é um dia de movimento, de alegria e de acolhimento", disse.

Ao DIA, o padre reforçou que pessoas de todos os lugares do Rio e também do Brasil chegam para saudar o santo.

"O coração a mil, muito feliz, mas também com muita adrenalina no sangue. A cada hora aparece um desafio, um dragão novo para a gente matar. Mas a grande equipe, com a irmandade, a gente vai dando conta. É um dia de transbordamento, de rever muita gente do Rio e de fora, uns que a gente só encontra de ano em ano aqui, que todo ano marcam presença, de outras igrejas que vem comemorar com a gente. Então é muito alegre esse reencontro também das pessoas", acrescentou.

Com a mudança da igreja para santuário, o padre explicou que a responsabilidade é ainda maior.
"Ser elevada de igreja a Santuário significa que temos uma grande expressividade, sobretudo por causa dos fiéis. Tudo é sempre voltado para eles: uma melhor organização, acolhimento e momentos fortes de espiritualidade e oração. Quando o cardeal concede esse título, é porque a igreja tem grande relevância para os devotos. Por isso, ela é elevada, para manifestar, de forma consagrada, sua importância para o Rio de Janeiro e para o Brasil", frisou.
Para a professora Daxé Côrbo, de 47 anos, devota desde a infância, o santo guerreiro representa vontade de viver.

"Eu vim agradecer pelas bênçãos, minha saúde, meu trabalho, minha vida, tudo o que eu tenho. Para mim, São Jorge significa tudo de positivo, saúde, prosperidade. Acho que ele faz a gente ser um guerreiro, se renovar. Eu faço todos os meus pedidos a ele. Tenho uma imagem em casa e, todo ano, venho aqui, desde garota. Quando ainda não era feriado, eu saía correndo da faculdade ou da escola e vinha. Chegava e pegava a missa correndo, sempre para agradecer. Ele sempre me fortaleceu em tudo o que eu pedi", relatou.
O designer gráfico, Daniel Veras, 43 anos, comentou emocionado sobre sua fé.

"Eu venho há muitos anos para cá e é sempre uma alegria. É muita emoção. Nessa encruzilhada, junto tudo que é religião, todas as culturas e tudo. Primeiro eu venho no sagrado, eu não consegui vir para alvorada esse ano, infelizmente, eu dormi. Estou trabalhando muito, graças ao São Jorge venho vencendo minhas batalhas. E daqui a pouco é o samba ali na Rua dos Inválidos, depois também fiquei sabendo, eu nunca fui, mas tem o trem do Choro que vai pra Olaria. É sempre muito bonito celebrar na rua", narrou.

Daniel comentou sobre a harmonia que a data representa. "É sempre um prazer, uma emoção. Eu sou devoto de São Jorge, sou devoto de todos os santos, sabe? Eu acho que a gente tem que recorrer a todo mundo. Gosto muito de celebrar São Jorge no Rio, e Iemanjá em Salvador, mas da minha forma, quieto, na rua, celebrando com quem tá também junto nessa harmonia", finalizou.
Casados há 16 anos, o jornalista Carlos Monteiro, de 61 anos, e a professora de artes Juliana Marques se emocionaram ao comemorar o dia do Santo Guerreiro juntos.

“Sou devoto de São Jorge desde muito pequeno. Quando tinha 6 anos, eu engoli um botão e se eu não o expelisse, ia precisar de cirurgia. Minha mãe tinha feito uma promessa para São Jorge de dar 10 cruzeiros para uma família pobre caso eu expelisse o botão. Logo depois que cheguei do hospital, o botão saiu. No ano seguinte, minha mãe veio comigo aqui e entreguei a nota para uma família. Desde então, mantive esse hábito”, contou Carlos.

“São Jorge representa essa coragem, essa força, a luta, a batalha que a gente enfrenta todo dia. E é por isso que todo ano a gente vem aqui para agradecer e, de certa forma, pedir também para que a nossa fé seja renovada, assim como nossa esperança e a nossa coragem”, completou Juliana.
O encerramento das celebrações acontece às 18h, com missa presidida pelo arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta. A festa conta com o apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, e fica no Centro Histórico, com várias opções de transportes público.
Festa é oportunidade para negócios

Além dos devotos, diversos ambulantes aproveitaram o evento para vender lembrancinhas de São Jorge. Entre os produtos disponíveis, estão fitinhas, medalhas, toalhas, bolsas, flores, bandeiras e mais.

Ao DIA, a vendedora Mônica Azevedo, de 54 anos, contou que trabalha no evento há 20 anos.

“Esse ano está um pouquinho fraco, porque tem mais vendedores, Tem muita gente trabalhando agora. Eu moro em Caxias, mas todo ano eu venho. Venho no dia 22 de manhã, passo o dia, a noite e o outro dia. Eu vendo fitinha, rosa, chaveiro e medalhinhas. O que mais sai são as fitinhas”, disse ela, que também é devota do santo. “Para mim, São Jorge é tudo, não tem um o como descrever. Eu tenho ele inteiro tatuado nas minhas costas”, contou.

Embora não seja devoto de São Jorge, o ambulante Cláudio Gomes, de 48 anos, vê uma oportunidade de trabalho na festa.

“Vendo aqui há muitos anos, mais de 20. Moro em Belford Roxo, mas vale a pena vir. São Jorge é o melhor padroeiro que tem pra vender. Cada ano está melhor para vender, já vendi bastante, cheguei aqui às 4h. As fitinhas custam R$ 1 e as toalhinhas R$ 5”, afirmou.

Além dos produtos de São Jorge, a vendedora Ana Cruz, de 51 anos, também aproveita o sincretismo religioso nas religiões de matriz africana para fazer produtos de Ogum.

“É a primeira vez que vendo aqui, geralmente vou para Quintino. Esse ano vim conhecer e experimentar as vendas, que não estão muito aceleradas, mas indo aos pouquinhos. Eu trabalho com estandartes, sempre com uma temática, Hoje eu estou focada em São Jorge e Ogum, que também é cultuado na religião de Candomblé e Umbanda”, contou.

Devota de Ogum, Ana chegou cedo para aproveitar a festa e fazer suas orações. “Não é só vender. Eu venho também com essa coisa da fé, de pedir, de orar. Eu sou umbandista e tem um secretismo. A energia dos dois é igual. Independente de serem diferentes, a energia é a mesma. São dois santos guerreiros, trabalhadores, que abrem caminho. Eu venho com essa força deles dois”, disse.
Novo santuário
A igreja do Centro passou a ser oficialmente reconhecida como santuário em 11 de abril deste ano. A medida reforça a importância do local para a fé dos cariocas, já que o espaço é considerado o segundo maior dedicado a São Jorge na cidade, ficando atrás apenas da Matriz, em Quintino, na Zona Norte.
Na Igreja Católica, o título de santuário é concedido a templos que possuem relevância especial de devoção e recebem grande fluxo de fiéis. Esses locais passam a ser reconhecidos oficialmente como espaços de peregrinação, com celebrações e estrutura voltadas ao acolhimento dos devotos.
Fundada em 1758, ela é uma das mais antigas do Centro. Inicialmente dedicada a São Gonçalo Garcia, o espaço passou a reunir, também, devotos do santo guerreiro com o passar das décadas.
Sincretismo religioso

No mesmo local do evento dedicado a São Jorge, o público também pode aproveitar para receber bênçãos das religiões de matriz africana. Em mesinhas montadas na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Praça da República, representantes vindos diretamente da Bahia fazem um axé para quem chega. Longas filas se formaram ao longo do dia.

Ao DIA, a Ialorixá Vera explicou o que usa e o que pede para o pessoal.

“Sou de Salvador, Bahia, vim para o Rio de Janeiro para cumprir minha obrigação com meu pai Ogum. Vim só para a festa. Venho há 20 anos. Aqui estou pedindo saúde a Ogum. Estou aqui com a arruda e tudo de Ogum, coisa de caminho aberto e para trazer felicidade”, disse.

Para Beatriz Barros, contou que participa da festa há 10 anos. Também da Bahia, ela explicou que não há um valor pré determinado para receber o axé.

“A gente está aqui, para entregar nosso axé da Bahia. A gente vem de longe para prestigiar o Rio de Janeiro e a festa de São Jorge. Aqui é um paliativo. É um axé que a gente traz para abertura de caminho, uma energia. Trazemos o banho de cheiro, a folha da aroeira, que é muito boa para abrir caminho. A gente não tem um valor específico. O que tocar no coração do devoto, eles dão e a gente aceita, porque nós fazemos muita obra de caridade lá na Bahia”, explicou.

Conhecido como santo guerreiro no catolicismo, São Jorge é considerado padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Já Ogum é um orixá que representa a coragem, a guerra, a tecnologia, o trabalho árduo, o ferro, a caça e a agricultura.

Além disso, a data também é celebrada no Candomblé devido, especialmente, ao sincretismo religioso. Isso porque na Bahia, por exemplo, a figura do cavaleiro, que "mata o dragão" e caça está ligada ao orixá Oxóssi. No entanto, no Rio, Oxóssi é celebrado pelas religiões de matriz africana em 20 de janeiro, mesmo dia em que os católicos celebram São Sebastião.
Celebração em Nova Iguaçu
Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São Jorge, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a festividade também começou cedo. A igreja celebra a 68º festa de São Jorge com missas de hora em hora a partir das 5h e procissão às 17h.
Por volta das 8h, será servida uma feijoada. Mais tarde, também às 17h, os fiéis também poderão saborear bolinhos de bacalhau.
Samba e feijoada
O feriado também será celebrado com feijoadas e rodas de samba por toda a cidade e em municípios vizinhos. Além da extensa programação religiosa nas igrejas dedicadas ao santo no Centro e em Quintino, e nas religiões de matriz africana que celebram Ogum, cariocas e turistas podem aproveitar a data com shows em quadras de escolas de samba e outros espaços. Veja a programação:
- Casarão do Firmino: Além de Leci Brandão, o público pode curtir grupo Arruda, Como Antigamente e Allan Ylê. O evento começa às 13h e o ingresso está à venda a partir de R$ 30 na plataforma Sympla, enquanto a feijoada será vendida por R$ 35. O Casarão do Firmino fica na Rua da Relação, 19, na Lapa;
- Feijoada de São Jorge do Nando Cunha: O Grupo Quilombo Urbano e o cantor Fab se apresentam no terraço do Shopping Boulevard (Rua Barão de São Francisco, 236, Vila Isabel). A partir das 13h, o público pode apresentar 1 Kg de alimento não perecível e entrar.
- Cacique de Ramos: A feijoada no tradicional bloco Cacique de Ramos recebe o cantor Dudu Nobre e convidados. A festa começa ao meio-dia na Rua Uranos, 1.326, em Olaria, e os ingressos estão disponíveis na bilheteria digital por R$ 50. Já a feijoada custará R$ 40.
- Bar do Zeca Pagodinho: As unidades do Bar do Zeca Pagodinho promovem feijoada das 13h às 18h. No Vogue Square, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Xande de Pilares se apresenta às 16h, mas os ingressos já estão esgotados. Ainda há, porém, lugares nas unidades na Praia do Flamengo, no Norte Shopping e no shopping ParkJacarepaguá. Os ingressos, que incluem bufê completo e open bar com chope, caipirinha, caipivodka, refrigerante, suco e água estão à venda no site do estabelecimento por R$ 250.
- Beco do Rato: Música ao vivo e feijoada animam o público do bar, localizado na Rua Joaquim Silva, na Lapa. O almoço solidário será distribuído a partir do meio-dia. Há 20 anos, no dia de São Jorge, a casa doa quentinhas para pessoas em situação de rua. À noite, os shows começam às 18h com o projeto Encontros Casuais e a entrada está disponível na Sympla por R$ 30.
- Cordão da Bola Preta: A feijoada acontece na sede do centenário bloco (Rua da Relação, 3, Lapa), de meio-dia às 18h com Confraria Carioca, grupo Exaltação ao Samba-Enredo, Banda do Cordão da Bola Preta e DJ Alex Correia. Os ingressos, que incluem a feijoada, também estão sendo vendidos por meio da Sympla, por R$ 30.
- Mangue Seco: A partir das 14h, a cachaçaria Mangue Seco recebe o show da cantora Nana Kozak, acompanhado de uma feijoada à la carte com shot de caipirinha por R$ 58 e dose dupla de cerveja.
- Rio Scenarium: a partir das 20h, o Palco Scenarium recebe o sambista Enzo Belmonte. O estabelecimento fica na Rua do Lavradio, 20, no Centro. As entradas estão sendo vendidas na Sympla por R$ 20.
- Festa pra Ogum na Feira Afro do Valonguinho: A feijoada da Tia Célia no Jardim Suspenso do Valongo, na região da Pequena África, acontece no sábado (25), das 9h às 22h. A roda de samba do Will Freitas anima o público e as entradas gratuitas precisam ser adquiridas por meio da Sympla. O espaço fica na Rua Camerino, no Saúde, próximo ao Mirante do Valongo. A feijoada custará R$ 40.
- Imperatriz Leopoldinense: A quadra fica na Rua Professor Lacé, 235, em Ramos. Além do Fundo de Quintal, o evento contará com o Pagode do Mestre Lolo e outras atrações, a partir das 13h. Os ingressos de pista estão disponíveis pela Sympla por R$ 30. A feijoada custará R$ 35.
- Viradouro: A atual campeã do Carnaval promove a "Noite de Jorge" com a apresentação do elenco oficial. A quadra, na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói, receberá componentes da Unidos de Vila Isabel, além de uma queima de fogos em homenagem a São Jorge e show do Renan Oliveira. A festa começa às 17h e a entrada é gratuita. Já o feijão amigo custará R$ 25 no local.
- Salgueiro: A quadra do Salgueiro recebe show do Jorge Aragão, Arlindinho, bateria da Portela e elenco do Salgueiro. As entradas, que custam R$ 65, podem ser adquiridas por meio do Guichê Web e a feijoada será vendida por R$ 35. A festa começa a partir das 14h. A quadra fica na Rua Silva Teles, 104, Andaraí.
- Paraíso do Tuiuti: A quadra do Paraíso do Tuiuti terá feijoada (R$ 20) com show especial de todos os segmentos da escola e roda de samba, a partir das 13h. A quadra fica no Campo de São Cristóvão, 33, e a entrada é gratuita.
- Beija-Flor de Nilópolis: A feijoada de São Jorge da Beija-Flor começa às 13h na quadra (Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1.025, Nilópolis). A festa contará com participações especiais da Portela e da Estação Primeira de Mangueira. A entrada é gratuita, enquanto a feijoada será vendida por R$ 25.
- Carreata do Império: No domingo (26), o Império Serrano realiza a 55ª edição da sua tradicional carreata em homenagem a São Jorge, padroeiro e padrinho da escola. O evento acontece sempre no primeiro domingo após o dia dedicado ao santo. A concentração está marcada para 9h, na quadra do Império, em Madureira. De lá, a carreata percorrerá diversas ruas e bairros, levando devoção, música e força cultural por regiões como Quintino, Engenho de Dentro, Cascadura, Ramos, Penha, Cordovil, Irajá e adjacências, reunindo componentes, torcedores e moradores ao longo de todo o trajeto. A entrada é franca.
*Colaboração Érica Martin
 
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