Velório do piloto policial civil Felipe Monteiro Marques que morreu um ano após ser baleado em uma operação na vila aliança a cerimônia foi no crematório e cemitério vertical da penitência Zona Norte do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (19) Erica Martin/O DIA
Publicado 19/05/2026 17:17 | Atualizado 19/05/2026 18:12
A despedida do piloto da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) Felipe Marques Monteiro reuniu dezenas de policiais, familiares e amigos na tarde desta terça-feira (19), em uma cerimônia marcada por um cortejo que atravessou a cidade. O trajeto começou na Lagoa, Zona Sul, antigo local de trabalho do comandante, e seguiu até o Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona portuária, onde foi realizado velório com missa de corpo presente antes da cremação. Felipe, baleado na cabeça em uma operação na Vila Aliança, Zona Oeste, em março de 2025, morreu no domingo (17).
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Durante o percurso, um grande comboio formado por viaturas, motociclistas e um carro do Corpo de Bombeiros acompanhou o traslado do corpo do policial. O momento mais emocionante ocorreu na chegada ao crematório, quando quatro ou cinco aeronaves da Polícia Civil sobrevoaram o local em baixa altitude em homenagem ao comandante.

As aeronaves permaneceram circulando sobre a cerimônia enquanto colegas realizavam uma última saudação ao piloto. Em frente ao crematório, o cortejo fez uma pausa para uma homenagem simbólica: pétalas de rosas foram lançadas ao ar durante o sobrevoo dos helicópteros.

Muito emocionada, a esposa de Felipe, Keidna Marques, acompanhou a cerimônia ao lado dos filhos e familiares. Amigos próximos fizeram orações durante a despedida. A família preferiu manter discrição e pediu privacidade durante o velório.

O secretário de Estado de Polícia Civil, Delmir Gouvêa, destacou a atuação de Felipe e classificou o piloto como um herói da corporação.

“Estamos aqui hoje reverenciando o nosso herói, o piloto Felipe, que foi atacado covardemente durante uma operação policial, no momento em que ele já estava se retirando da comunidade, depois de proteger as equipes em solo. A Polícia Civil vai continuar atuando e combatendo esses criminosos”, afirmou.

A movimentação reuniu um grande número de policiais civis e agentes de outras forças de segurança, que prestaram continência e homenagens ao comandante.

Felipe Marques Monteiro integrava o Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e foi baleado no dia 20 de março durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio.

Segundo as investigações, o helicóptero em que ele estava dava apoio aéreo às equipes em solo quando criminosos abriram fogo contra a aeronave. O policial foi atingido na testa por um disparo de fuzil que perfurou o crânio.

Após o ataque, Felipe passou por cirurgias e permaneceu internado em estado grave por quase dez meses. Em abril ele voltou para o hospital para ser submetido a um procedimento para colocação de uma prótese craniana, mas apresentou complicações e uma infecção nos últimos dias. O policial morreu neste domingo (17).

As investigações sobre o ataque seguem em andamento. Um dos suspeitos de participação já foi preso, mas outros envolvidos continuam sendo procurados pela polícia.
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