Publicado 17/06/2026 14:50 | Atualizado 17/06/2026 15:48
Rio - O piloto Charles de Marsillac Fontes foi cremado no início da tarde desta quarta-feira (17), no crematório São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária. Ele morreu durante o acidente envolvendo dois helicópteros que deixou seis mortos no domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes.
PublicidadeBárbara Marsillac, filha de Charles, mora no Canadá e veio ao Rio assim que soube da morte do pai. Ela contou que se irritou com algumas publicações nas redes sociais sobre o acidente e pediu compaixão aos familiares das vítimas.
"Está muito difícil, é uma tragédia. Pelo menos, graças a Deus, eu vim ao Brasil em março, no meu aniversário, então estive com ele. Jamais poderia imaginar que algo assim pudesse acontecer. A internet é muito cruel e, como foi uma notícia internacional, eu abria o Instagram e eram muitas postagens. No começo, eu estava com muita raiva, queria responder todo mundo, mas vi que isso não seria bom para mim. Meu pai não ia querer que eu perdesse meu tempo com isso, ia querer que eu ficasse bem", explicou.
"Meu pai foi uma pessoa maravilhosa. Está lotado aqui. Onde ele passava, ele era luz. Fazia amizade, estava sempre alto astral. Nunca vi meu pai desejar mal a ninguém, muito pelo contrário. Ele sempre pregou o amor, a amizade", acrescentou Bárbara.
O cantor Toni Garrido também esteve presente na cerimônia de despedida e contou que Charles era um excelente músico. Os dois se conheciam desde a adolescência e a parceira resultou na gravação da canção "Minha Irmã", lançada no álbum "Sobre Todas as Forças", da banda Cidade Negra.
"Charles é um irmão de vida, conheço ele desde os meus 12 anos. A gente morava perto e assim começou a amizade entre as nossas famílias inteiras. É um grande irmão e, mais do que isso, uma pessoa maravilhosa, que fazia amor, amizade, carinho e respeito por onde passava. Era uma pessoa muito especial", disse o cantor.
Na noite de terça-feira (16), o Instituto Médico Legal (IML) concluiu a identificação de todas as vítimas. O último corpo reconhecido foi o do cantor norte-americano Oliver Tree. Segundo a Polícia Civil, a identificação do artista exigiu exames complementares devido ao estado de carbonização do corpo após a explosão provocada pela queda de uma das aeronaves.
Além de Charles e Oliver, quatro pessoas morreram no acidente. São eles: o influenciador argentino Gaspar Prim, o diretor audiovisual Lucas Vignale, o piloto Alexandre Souza e o produtor musical Lucas Frota. Esse último foi cremado na segunda-feira, também no crematório São Francisco Xavier.
O acidente aconteceu na manhã de domingo (14), quando dois helicópteros colidiram no ar e caíram sobre o pátio de uma concessionária na Avenida das Américas. As circunstâncias da colisão ainda são investigadas. O caso está sendo apurado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), que aguarda a conclusão do laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
* Colaborou Érica Martin
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