Um dos alvos da operação foi preso escondido no município de Rio das OstrasReprodução
Publicado 24/06/2026 09:10 | Atualizado 24/06/2026 12:44
Rio - A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (24), uma operação para combater milicianos que atuam nas regiões de Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial. Um dos dois alvos da ação, Rodrigo Marques Carbone foi preso enquanto se escondia em Rio das Ostras, na Região dos Lagos.
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As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) indicaram que a dupla ocupava posição estratégica de liderança na estrutura da facção. Além disso, exerciam a função de "puxadores de guerra", sendo responsáveis por comandar confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, assim como garantir a manutenção do domínio territorial da organização. Após a ação, o delegado Marcio Almeida, assistente na especializada, comentou sobre a importância dos cumprimentos de mandados.
"É uma prisão importante porque reprimimos esses tipos de crime e tiramos da rua esse criminoso. Foram analisados diversos dados telemáticos, são robustas as provas com relação a esses criminosos. Tem áudios, vídeos… Demandou uma operação cirúrgica da Draco. É uma resposta da Polícia Civil e conseguimos, ao mesmo tempo, apurar novos elementos e compartilhar outras informações com outras delegacias para uma ação maior dentro do âmbito da contenção dessas facções", pontuou.
O homem localizado em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da milícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para disputas contra outras organizações criminosas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo ainda mantém uma aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP) para fortalecimento nos confrontos contra o Comando Vermelho (CV).
"Essas organizações se unem não só para manter território, mas também potencializar ganhos. Você percebe a chegada da comercialização de drogas em áreas que, anteriormente, tinha somente exploração de serviços, taxação de moradores", destacou Almeida.
O segundo investigado por essas ações já havia sido preso em abril, no bairro do Fonseca, em Niterói, com uma arma e uma granada. Luick Ferreira Cabral Pequeno estava participando de um ataque em parceria com traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré, contra bandidos rivais.
A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de milicianos. Os agentes apreenderam celulares, dinheiro, uma pistola e um carro.
Com os dados obtidos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização criminosa. Os diálogos mostravam cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e bandidos armados.
Intensos confrontos
A região de Rio das Pedras tem sido alvo de constantes tiroteios nos últimos dias devido a disputa entre milícia e Comando Vermelho. Na manhã da última sexta (19), mais uma guerra entre criminosos provocou intenso tiroteio na região e impactou a circulação de ônibus na região. Segundo relatos de moradores, traficantes do Comando Vermelho (CV) teriam invadido a comunidade dominada pela milícia.
No sábado (20), um confronto entre criminosos e policiais militares terminou com três feridos e dois presos na localidade do Caranguejo. Na ação, os agentes apreenderam dois fuzis, duas pistolas e cinco granadas. Por fim, na madrugada de segunda-feira (22), moradores relataram momentos de tensão em meio ao fogo cruzado.
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