Publicado 01/07/2026 10:55 | Atualizado 01/07/2026 12:01
Rio - O Rio Ônibus informou, na manhã desta quarta-feira (1º), que os rodoviários terão reajuste salarial de 4,39% no próximo pagamento referente ao mês de junho. Segundo o sindicato patronal, a medida ocorre para viabilizar o encerramento da greve que já dura três dias. Ainda nesta manhã, uma nova assembleia está sendo realizada no Tribubal Superior do Trabalho (TRT) para dar continuidade às negociações.
PublicidadeAo todo, 1.650 ônibus circulam pela cidade, mesmo após decisão judicial determinar que 80% da frota deveriam estar nas ruas. Em relação ao BRT, a Mobi-Rio informou que dos 541 veículos projetados para operar na hora de pico nesta quarta-feira (entre 6h e 7h), um total de 502 estavam à disposição. Esse número representa 92% da operação programada.
"Infelizmente, por conta do descaso do Sindicato dos Rodoviários - que não enviou as escalas aos motoristas - e dos baderneiros que estão vandalizando coletivos e agredindo os profissionais que resolveram trabalhar, a operação de hoje, mais uma vez, não atingiu o percentual determinado pela Justiça, de 80%", disse Paulo Valente, diretor de Comunicação do Rio Ônibus.
O sindicato patronal reforça ainda para que os motoristas se dirijam às garagens e retornem ao trabalho imediatamente.
"O compromisso do Rio Ônibus é, acima de tudo, com os passageiros. Trabalhamos com total transparência e, ao contrário do que afirma a Prefeitura do Rio, os nossos dados já eram públicos e acessíveis a todos, inclusive à imprensa e à própria Prefeitura, muito antes da implantação do Jaé e do fim do dinheiro a bordo. O que não acontece com a Mobi-Rio, cujos dados não estão disponíveis para consulta em tempo real", acrescentou.
A Prefeitura do Rio, no entanto, frisa que cumpriu a determinação do TST de garantir a frota mínima circulando na cidade. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, 92% dos BRTs estão nas ruas.
"Infelizmente, é o terceiro dia que os consórcios não cumprem as decisões judiciais para atender a população carioca com o mínimo de ônibus comuns estabelecido pela Justiça. Aliás, só é possível saber os dados de acompanhamento do sistema de ônibus comuns porque a prefeitura acabou com a caixa preta e deu transparência ao sistema com GPS e bilhetagem pública com o Jaé que permite a fiscalização em tempo real. Vamos seguir defendendo o interesse público e a população carioca", acrescentou Cavaliere.
"Infelizmente, é o terceiro dia que os consórcios não cumprem as decisões judiciais para atender a população carioca com o mínimo de ônibus comuns estabelecido pela Justiça. Aliás, só é possível saber os dados de acompanhamento do sistema de ônibus comuns porque a prefeitura acabou com a caixa preta e deu transparência ao sistema com GPS e bilhetagem pública com o Jaé que permite a fiscalização em tempo real. Vamos seguir defendendo o interesse público e a população carioca", acrescentou Cavaliere.
Já o Sindicato dos Rodoviários afirma que, desde o dia 28, enviou para a direção do Rio Ônibus um ofício pedindo a escala com a relação dos coletivos em cada garagem.
"Vale lembrar que o sindicato só detém a relação e contatos dos motoristas sindicalizados, cerca de 50% da categoria, os demais ficam em poder das empresas. Pena essa situação de imputar responsabilidades", ressaltou o presidente da entidade, Sebastião José.
Em relação ao aumento de 4,39%, a proposta já havia sido apresentada em reunião no TRT na terça-feira (30), mas não agradou a categoria. Na ocaisão, o sindicato propôs um reajuste dividido em duas parcelas, sendo uma de 8% agora e 8,3% adicionais em novembro, totalizando os 17% reivindicados pelos rodoviários, mas a sugestão foi rejeitada pelas empresas.
Sobre os atos de vandalismo ocorridos após a audiência, a direção do sindicato frisou que é contrária a qualquer tipo de ação violenta e que não aceita e nem compactua com esse tipo de comportamento.
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