Publicado 29/07/2026 10:25 | Atualizado 29/07/2026 11:13
Rio - Um taxista que aplicava o "golpe da maquininha" em passageiros foi preso em flagrante pelo crime de estelionato em Copacabana, na Zona Sul, nesta terça-feira (28). A ação da 15ªDP (Gávea) contou com apoio da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública, da Prefeitura do Rio (Civitas).
PublicidadeApós verificação, os agentes identificaram que o veículo estava sem cadastro na Secretaria Municipal de Transporte (SMTR), considerado um táxi pirata, que realizava corridas principalmente pela Zona Sul do Rio.
Segundo as investigações, o carro havia sido incluído no cerco eletrônico da Civitas no dia 14 de julho. Desde então, foram emitidos 686 alertas. O histórico de circulação mostrou que Copacabana era o principal local de atuação de Raphael do Nascimento Abreu, com destaque para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
Os relatórios também apontaram que a tarde era o período de maior circulação. Na terça-feira (28), um novo alerta em tempo real indicou a passagem do carro novamente pela via.
Em depoimento, o homem confessou que alterava o valor das corridas na máquina de cartão, fazendo com que as vítimas pagassem quantias muito superiores às cobradas pelo taxímetro. Ele também admitiu já ter sido preso anteriormente pelo mesmo tipo de golpe.
O condutor confirmou ainda a autoria do fato registrado na 15ª DP (Gávea), informando que a conta da máquina estaria vinculada a terceiros. Ele já possui 19 anotações criminais por delitos relacionados.
Com o homem, foi localizada a máquina, com visor adulterado, utilizada para a prática dos golpes, sendo certo que somente parte dos valores cobrados eram exibidos ao passageiro, fazendo com que o mesmo ficasse com um prejuízo de milhares de reais, além de cartões e celulares.
"Essa prisão mostra a importância da integração entre tecnologia, inteligência e investigação. A partir da inclusão do veículo no cerco eletrônico, a Civitas passou a emitir alertas em tempo real e a acompanhar toda a sua movimentação. Essas informações permitiram uma abordagem mais rápida e precisa pela Polícia Civil. Depois da prisão, os registros e as imagens produzidas pela Civitas ajudaram a transformar os rastros deixados pelo criminoso em provas que fortaleceram a investigação", afirmou Davi Carreiro, chefe executivo da Civitas Rio.
A reportagem não localizou a defesa de Raphael. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
A reportagem não localizou a defesa de Raphael. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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