Publicado 29/07/2026 11:46 | Atualizado 29/07/2026 12:34
Rio - Após 36 anos de luta por dignidade, respeito e reparação, familiares receberam as certidões de óbito das onze vítimas da Chacina de Acari. Os documentos reconhecem oficialmente que as mortes foram causadas por agentes do Estado. A entrega ocorreu em uma cerimônia no Santuário Cristo Redentor.
Publicidade“Para marcar e demarcar a memória da história de luta de mulheres negras, de favela, que transformaram seu luto em luta, em busca de dignidade, respeito e reparação, nós nos uniremos em um momento de fé, buscando forças para resistir”, destacou Aline Leite, presidenta da Associação Mães de Acari e irmã de Cristiane Leite.
O ato, organizado pela Associação Mães de Acari, em parceria com o Consórcio Cristo Sustentável, aconteceu na segunda-feira (27). Após a entrega das certidões, um minuto de silêncio e o desligamento da iluminação do monumento ao Cristo Redentor marcou o fim da cerimônia em homenagem às vítimas.
“Não podemos fazer padecer e adoecer vítimas por Justiça. Que essa homenagem nos inspire a construir um Brasil mais justo, onde a memória das Mães de Acari seja sempre um lembrete de que desistir nunca foi uma opção”, afirmou o advogado Carlos Nicodemos, do Projeto Legal.
O ato, organizado pela Associação Mães de Acari, em parceria com o Consórcio Cristo Sustentável, aconteceu na segunda-feira (27). Após a entrega das certidões, um minuto de silêncio e o desligamento da iluminação do monumento ao Cristo Redentor marcou o fim da cerimônia em homenagem às vítimas.
“Não podemos fazer padecer e adoecer vítimas por Justiça. Que essa homenagem nos inspire a construir um Brasil mais justo, onde a memória das Mães de Acari seja sempre um lembrete de que desistir nunca foi uma opção”, afirmou o advogado Carlos Nicodemos, do Projeto Legal.
Antes da cerimônia, apenas 4 das 11 vítimas tinham certidão de óbito. Os documentos já existentes, no entanto, não atribuíam as mortes ao Estado. Com a emissão e retificação, as famílias poderão conseguir acessar a indenização prevista na Lei Estadual n. 9.753/2022.
Crime bárbaro
Em julho de 1990, 11 jovens da Favela de Acari, na Zona Norte, desapareceram após serem sequestrados por agentes do Estado, em um sítio em Suruí, bairro de Magé, na Baixada Fluminense, onde passavam o dia.
As investigações revelaram que os responsáveis pelo crime faziam parte de um grupo de extermínio chamado "Cavalos Corredores", que teria ligação com a Polícia Militar. O caso ficou conhecido nacionalmente pela grave violação dos direitos humanos.
Crime bárbaro
Em julho de 1990, 11 jovens da Favela de Acari, na Zona Norte, desapareceram após serem sequestrados por agentes do Estado, em um sítio em Suruí, bairro de Magé, na Baixada Fluminense, onde passavam o dia.
As investigações revelaram que os responsáveis pelo crime faziam parte de um grupo de extermínio chamado "Cavalos Corredores", que teria ligação com a Polícia Militar. O caso ficou conhecido nacionalmente pela grave violação dos direitos humanos.
Os corpos de Wallace Souza do Nascimento, Hedio Nascimento, Luiz Henrique da Silva Euzebio, Viviane Rocha da Silva, Cristiane Leite de Souza, Moisés dos Santos Cruz, Edson de Souza Costa, Luiz Carlos Vasconcellos de Deus, Hoodson Silva de Oliveira, Rosana de Souza Santos e Antônio Carlos da Silva nunca foram encontrados.
Após a tragédia, chamada de Chacina de Acari, as mães dos desaparecidos começaram uma busca pelos filhos e por justiça, e ficaram conhecidas como Mães de Acari.
Depois de denunciar a participação de agentes do Estado no crime, a líder do movimento Mães de Acari, que buscava justiça pelos jovens, Edmea da Silva Euzébio, foi assassinada ao lado da sobrinha, Sheila da Conceição, em janeiro de 1993.
Após a tragédia, chamada de Chacina de Acari, as mães dos desaparecidos começaram uma busca pelos filhos e por justiça, e ficaram conhecidas como Mães de Acari.
Depois de denunciar a participação de agentes do Estado no crime, a líder do movimento Mães de Acari, que buscava justiça pelos jovens, Edmea da Silva Euzébio, foi assassinada ao lado da sobrinha, Sheila da Conceição, em janeiro de 1993.
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