Eduardo Paes participa de ato ao lado do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva Divulgação PSD-RJ
Lula afirmou que Paes "gosta de samba e gosta de demonstrar sua competência". "Estou convicto que Eduardo Paes é necessário para o Rio de Janeiro recuperar sua autoestima como Estado e sua respeitabilidade internacional. Tem que colocar qualquer divergência para fora", afirmou o presidente.
Lula ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. "Deus nos deu Ricardo Couto como governador quando tudo estava perdido no Rio. Ricardo Couto está fazendo limpeza que Paes terá que continuar. Estarei empenhado ", continuou.
Lula lembrou que relutou em apoiar Paes à prefeitura do Rio em 2008. "Eu não gostava do Eduardo Paes e ele não gostava de mim, mas em 2008 nos aproximamos", rememorou. Paes também ressaltou a relação de amizade com o presidente e a aliança desde 2008. Atualmente, Paes lidera as intenções de voto para o governo do Estado.
Essa é a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. O ato tem a presença do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin e do governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Ex-prefeito da capital e antigo aliado de Lula, Paes já havia sinalizado que não dividiria palanque com o candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD.
O presidente defendeu ainda a chapa com os deputados federais Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) ao Senado pelo Rio. " Paes achava que eu não gostava do Pedro Paulo. Ele nunca me fez nada porque eu não havia de gostar de quem nunca me fez nada? Não está em jogo a minha relação de amizade com quer que seja, o que está em jogo é escolher o que será melhor para o Rio de Janeiro", disse Lula. "Pedro Paulo merece toda minha confiança e faremos a melhor bancada de senadores que o Rio já teve", prosseguiu.
A manifestação de Lula ocorre em meio a questionamentos de petistas e eleitores de esquerda à chapa petista para o Senado. O PT lançou Benedita da Silva como candidata e apoia Pedro Paulo (PSD) para a segunda vaga no Salão Azul. Grupos mais à esquerda do partido são críticos a essa decisão e tornaram público o posicionamento contrário, como mostrou o Estadão.
Sem mencionar as críticas, Lula criticou o "nhe-nhe-nhem". "Não tem que ficar com nhe-nhe-nhem. Precisamos votar porque o Rio precisa sair das páginas policiais de jornal e voltar para as páginas politicas", defendeu o presidente.
Ao lembrar que, só no Rio de Janeiro, quase 700 mil alunos são atendidos pelo programa Pé-de-Meia, Lula defendeu a necessidade de políticas desse tipo como investimento no futuro. "Quando alguém diz que educação custa caro, eu desafio a se perguntar: quanto custou, até hoje, não investir? O Fernandinho Beira-Mar na cadeia custa o dobro do que o necessário para formar uma menina médica", afirmou.
E argumentou: "O sonho de cada mãe e de cada pai não é deixar herança para o filho, é deixar uma profissão para o filho. Posso dizer a vocês, sem nenhum desrespeito aos outros, que ninguém fez mais políticas de inclusão neste país."
Lula disse "estar feliz" por o lançamento da campanha ser no estádio de um clube que tem ligação histórica com o Corinthians. No fim da década de 1960 e no início da de 1970, o ponta-direita Paulo Borges e o ponta-esquerda Aladim foram vendidos pelo clube do subúrbio carioca.
Ele ainda criticou quem quer ocupar espaços de poder sem olhar para as demandas de quem está mais distante dos centros das cidades. "Todo político tem que olhar a periferia do Rio de Janeiro com respeito."


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