Obras nos novos terminais da Zona Norte tiveram início neste sábadoÉrica Martin/Agência O DIA
Publicado 01/08/2026 15:03
Rio - As obras de construção de dois novos terminais de ônibus na Zona Norte da cidade tiveram início neste sábado (1º). O primeiro a receber as intervenções será o Terminal de Colégio. Em seguida, será construído o Terminal de Coelho Neto. A cerimônia de lançamento reuniu o prefeito Eduardo Cavaliere e os secretários municipais de Transportes, Jorge Arraes, e de Conservação, Diego Vaz.
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Os projetos representam um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, com previsão de conclusão em seis meses.
"Nós estamos fazendo a licitação para a chegada de ônibus novos, e esses terminais vão receber os ônibus alimentadores do metrô. A população tem que ter uma experiência de qualidade. Quem usa os ônibus vai chegar à estação de metrô e poder pegar o coletivo em um espaço coberto. Já quem vem da estação de metrô também vai encontrar um terminal organizado. Isso melhora a vida da população, e a gente faz aquilo com que se comprometeu: colocar o padrão das linhas de ônibus no mesmo nível de excelência do BRT", disse Cavaliere.

A implantação dos terminais atende a uma antiga reivindicação dos moradores da região e representa uma transformação na mobilidade e na qualidade de vida de milhões de pessoas que circulam diariamente pela Zona Norte. O projeto do Terminal de Colégio prevê seis pontos de ônibus, banheiros e uma área anexa com duas quadras esportivas e uma área de diversão para crianças.

Além da construção da estrutura destinada ao transporte coletivo, a prefeitura também realizará uma reorganização urbanística no entorno do terminal.

De acordo com Diego Vaz, a integração com o metrô vai oferecer mais segurança, conforto e agilidade para os passageiros.

"A construção desse terminal é para desafogar as outras áreas que recebiam esses ônibus, num plano de mobilidade muito maior, que é a integração com o metrô. Aqui a gente conecta a Zona Norte com o Centro da cidade em 20, 25 minutos, por exemplo. O objetivo é que isso possa gerar a essas pessoas que querem chegar ao Centro da cidade, Barra da Tijuca, a grandes polos de emprego, que elas possam ter esse acesso com o maior conforto possível", afirmou o secretário.

Após a conclusão das obras do Terminal do Colégio, terão início as intervenções para a construção do Terminal de Coelho Neto. As novas estruturas permitirão reorganizar a operação do transporte coletivo na região, distribuindo as linhas de ônibus entre os dois terminais, reduzindo a concentração de veículos em um único ponto e melhorando a circulação e o deslocamento dos passageiros.

O plano operacional prevê que as linhas 753 (Santa Cruz x Coelho Neto), 756 (Santa Cruz x Coelho Neto), 759 (Cesarão x Coelho Neto) e as intermunicipais 442L (Itaguaí x Coelho Neto), 712L (Seropédica x Coelho Neto) e 713B (Cabuçu x Coelho Neto) passem a operar pelo Terminal Coelho Neto. Já o Terminal do Colégio receberá as linhas 737 (Santíssimo x Colégio), 770 (Campo Grande x Colégio) e 771 (Campo Grande x Colégio).

Além da reorganização da rede existente, os novos terminais receberão novas linhas municipais, que serão implantadas gradativamente com o Sistema RIO, novo modelo de operação dos ônibus municipais que está sendo implementado pela Prefeitura. As novas linhas serão a 750 (Sepetiba x Coelho Neto), a 758 (Terminal Pingo D'Água x Coelho Neto) e a 755 (Parque Realengo x Colégio), ampliando a oferta de viagens e as opções de deslocamento para os passageiros da Zona Norte e da Zona Oeste.

"O Sistema RIO é o novo sistema de ônibus convencionais da cidade, que substitui o atual sistema, naquela proposta de transformação dos ônibus comuns, a mesma transformação que foi feita no BRT. Os terminais de Colégio e Coelho Neto vão abrigar 12 linhas, tanto linhas atuais quanto linhas novas. Essas obras estão sendo feitas justamente para que os passageiros tenham o conforto padrão de um terminal", reforçou Jorge Arraes.

A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Prefeitura para requalificar espaços públicos e promover melhorias estruturais em diferentes regiões da cidade, com atenção especial a áreas de grande circulação e impacto direto na rotina da população.


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