Publicado 13/08/2026 13:17 | Atualizado 13/08/2026 13:31
Rio - O menino de 6 anos, atingido por estilhaços durante uma ação da Polícia Civil na região da Mangueira, na Zona Norte, nesta quarta-feira (12), perdeu a visão do olho esquerdo. Ele segue internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.
PublicidadeDe acordo com a Polícia Civil, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) fizeram uma ação contra a comercialização ilegal de cabos e materiais metálico em um ferro-velho clandestino na Rua São Francisco Xavier. De acordo com investigações, o local era utilizado para receber e comercializar materiais furtados, sofrendo influência de traficantes do Morro da Mangueira.
A corporação informou que, durante a fiscalização, os agentes foram atacados por criminosos escondidos no alto da comunidade. A Civil afirmou que não houve revide por parte dos policiais.
L. A. C., de 6 anos, foi atingido por estilhaços no olho quando estava dentro de casa. Ele deu entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a criança passou por uma cirurgia e segue internada, nesta quinta-feira (13), com quadro estável.
Conforme apuração do DIA, o menino perdeu a visão do olho esquerdo.
Em nota, a Polícia Civil informou que vai investigar as circunstâncias do caso. "A instituição ressalta que quem coloca a população em risco é o criminoso que ataca policiais e promove ações violentas em áreas residenciais", disse em nota.
Protesto e prisão
Devido ao ferimento, moradores da comunidade realizaram um protesto na Rua São Francisco Xavier. Antes da confirmação do estilhaço, alguns afirmaram que o menino havia sido baleado e levaram cartazes citando o caso.
Durante o protesto, os manifestantes atearam fogo em objetos dentro de lixeiras para usar como barricadas. Pneus também foram usados para bloquear a via.
Os policiais prenderam a administradora do ferro-velho clandestino por receptação qualificada. Os agentes apreenderam diversos quilos de materiais metálicos, um computador, uma caixa registradora e dinheiro utilizado na compra dos materiais.
De acordo com a Civil, também foi constatada a queima de cabos para retirada da cobertura e dificultar a identificação da origem dos produtos.
As investigações apontam que o estabelecimento funcionava como um ponto de receptação de materiais furtados, principalmente, nos bairros Tijuca, Grajaú e Vila Isabel, também na Zona Norte. O ferro-velho vinha sendo investigado há meses pela DRF e já foi alvo de ações anteriores. Em 3 de julho, os agentes prenderam cinco criminosos por receptação qualificada no local.
A ação desta quarta fez parte da Operação Caminhos do Cobre, iniciativa contínua para combater o furto de cabos e materiais metálicos que mira toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas. Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição, realizaram mais de 580 fiscalizações, com 270 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos. Neste mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada. Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e de R$ 75 milhões em multas aplicadas.
A ação desta quarta fez parte da Operação Caminhos do Cobre, iniciativa contínua para combater o furto de cabos e materiais metálicos que mira toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas. Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição, realizaram mais de 580 fiscalizações, com 270 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos. Neste mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada. Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e de R$ 75 milhões em multas aplicadas.
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