Policiais perseguiram Eduardo de Castro Ornellas com gritos de ’vai morrer’Reprodução
Publicado 25/08/2026 09:14
Rio - O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) denunciou, nesta segunda-feira (24), o policial militar Vinicius Vieira Moraes pela morte do motociclista Eduardo de Castro Ornellas, ocorrida em maio, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A vítima foi perseguida a pé enquanto o PM gritava "vai morrer."
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O caso aconteceu no dia 31 de maio, na Rua Monsenhor Benedito Marinho, no bairro Pacheco. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo DIA mostram o homem, de 26 anos, correndo de equipes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom). Assista:
Na época, Carlos Eduardo Souza, pai de Eduardo, contou que a moto do filho estava com a documentação atrasada e, por isso, ele fugiu. O homem teve medo de ter o veículo apreendido, pois dependia dele para trabalhar.
De acordo com o pai, os policiais confundiram o celular do filho, que estava preso à cintura, com uma arma. Eduardo levava a namorada na garupa da moto quando a abordagem aconteceu. O casal acabou caindo e, em seguida, o motociclista fugiu a pé.
Na gravação, é possível ver o momento em que agentes correm armados e tiros são realizados na direção de Eduardo. Segundo o MPRJ, quem gritou "vai morrer" e atirou foi o agente Vinicius Vieira, acusado pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo emprego de arma de fogo de uso restrito.
A denúncia apontou que o PM atirou duas vezes, sendo que o segundo disparo atingiu Eduardo na região do pescoço, causando sua morte. O MPRJ sustentou que o tiro fatal foi feito pelas costas, dificultando qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Para o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), as provas colhidas na investigação, incluindo imagens, perícias e depoimentos, indicam que Eduardo estava desarmado. 
À pedido do Gaesp, o policial foi afastado provisoriamente das atividades operacionais armadas.
A reportagem tenta localizar a defesa do policial. O espaço está aberto paa manifestação.
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