Trabalho investigativo da DRFA-CAP identificou uma estrutura criminosa organizada em diferentes etapasDivulgação / Polícia Civil
Publicado 27/08/2026 08:11 | Atualizado 27/08/2026 08:36
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação Sinal Oculto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em roubo, adulteração e venda de veículos. Até o momento, um suspeito foi preso. A ação ocorre em diferentes pontos da Zona Oeste e da Zona Sudoeste, além de Niterói e São Gonçalo.
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As investigações apontam que o grupo roubava veículos, adulterava os sinais identificadores e revendia os automóveis por meio de redes sociais, como o TikTok, e outras plataformas digitais.
Na Zona Oeste, os agentes atuam em diferentes regiões de Realengo, como Cosme e Damião, Periquito, Ideal, Cohab, Carumbé, Favela da Light, Canecão, Barata, Batan e Fumacê, além de Bangu, Praça Seca, Pechincha, Tanque e Vargem Pequena. 
Como funcionava o esquema

A apuração realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) aponta que a estrutura criminosa era organizada em diferentes etapas, desde a escolha dos veículos até a venda dos automóveis adulterados e a movimentação dos valores obtidos com o esquema.

De acordo com as investigações, o grupo trabalhava sob demanda. Os integrantes procuravam veículos regulares anunciados na internet e utilizavam as informações para montar uma espécie de "matriz de clonagem".

A partir desses dados, veículos obtidos de forma ilícita e com características semelhantes eram selecionados. Posteriormente, os sinais identificadores eram adulterados para reproduzir as informações do carro utilizado como modelo.

Após a adulteração, os veículos eram colocados novamente à venda em plataformas digitais e redes sociais. Em alguns casos, os automóveis eram anunciados por valores muito abaixo dos praticados normalmente no mercado.

Os agentes colheram provas que indicam a atuação de nove criminosos armados, além de referências ao uso de bloqueadores de sinal, equipamentos que podem ser utilizados para dificultar o rastreamento de veículos roubados.

O esquema também contava com uma estrutura financeira própria. Segundo as investigações, pessoas usadas como "laranjas" eram responsáveis por receber e distribuir os valores obtidos com a comercialização dos veículos, inclusive por meio de transferências via Pix. Foram identificados sete beneficiários financeiros relacionados à movimentação ilícita.
Aliança entre facções

As apurações apontaram ainda alianças entre integrantes das facções Amigos dos Amigos (ADA) e Comando Vermelho (CV) para apoio logístico e territorial.

Em Realengo, na Zona Oeste, a polícia identificou uma atuação coordenada entre integrantes da ADA e criminosos ligados ao CV, com o uso de áreas sob influência da organização como suporte à circulação e às atividades ilegais.
Na Favela da Light, também em Realengo, foram identificados elementos de coordenação com a estrutura do Jardim Novo, em uma dinâmica relacionada ao apoio e à expansão territorial do CV na região.

A ação busca atingir simultaneamente os núcleos operacional, financeiro e digital da organização, além de localizar os pontos utilizados para a adulteração dos sinais identificadores dos veículos.
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