Cristian Souza Machado, conhecido como 22, um dos presos na operaçãoReginaldo Pimenta/Agência O DIA
Segundo a apuração, iniciada em novembro de 2025, os responsáveis pela abordagem das vítimas e pelo roubo dos automóveis recebiam valores entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por veículo entregue na comunidade.
De acordo com a delegada Isabelle Conti, os agentes identificaram a função de cada suspeito na quadrilha, que é vinculada à facção Comando Vermelho. Esta é a terceira fase da operação e mira os executores do grupo, aqueles que abordavam as vítimas e praticavam o roubo.
"É um esquema estruturado, vinculado à facção Comando Vermelho. Existiam diversos elementos com funções diferentes. Desde os roubadores executores, aqueles que abordavam as vítimas, até os batedores, que são aqueles que monitoram o caminho antes da prática do crime, os receptadores primários, que são aqueles que recebem os veículos para dar as destinações, até aqueles que se aproveitam e tiram todo o proveito do crime financeiro", explicou.
A delegada ressalta que um dos investigados foi preso em abril, apontado como receptador primário, aquele que recebia os automóveis roubados.
"Todos os veículos eram dirigidos para ele, direcionados para ele, e ele que fazia o pagamento desses valores para os roubadores. Então, em abril deste ano, nós fizemos a prisão desse elemento. Hoje, nós estamos buscando os executores, aqueles que abordaram as vítimas, e já também fizemos a prisão de batedores. Nossa investigação apurou que, depois que esses veículos eram entregues na comunidade, eles tinham destinações diferentes", disse.
Isabelle destacou ainda como eram usados os veículos pelo grupo e reforçou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos.
"Ou eles eram usados pela facção criminosa para uso interno na comunidade ou, por vezes, eles eram clonados e adulterados para ser devolvidos ao mercado com outras placas e outros sinais identificadores. Além disso, parte desses veículos eram entregues para associações de proteção e seguradoras de veículos. Então, essa é uma importante fase que já está em andamento para apurar o vínculo criminoso das associações dessas empresas de proteção veicular que aquecem esse mercado clandestino e criminoso do roubo de veículos", finalizou.
Todos os envolvidos responderão por roubo majorado e associação criminosa.






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