Momento em que a probóscide ( como uma agulha de seringa) do mosquito perfura a pele do hospedeiro.humanoArquivoNB

Pádua- O estado do Rio de Janeiro atingiu a marca de 1.900 registros de Febre Oropouche, conforme balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) divulgado até a última quinta-feira, dia 24 de abril. O informe aponta que a enfermidade segue em expansão pelo território fluminense.

Na semana encerrada, a cidade de Santo Antônio de Pádua contabilizou seu primeiro paciente com a febre. Já Itaocara, que teve um registro anterior em fevereiro, teve essa informação retificada no painel na quinta-feira passada, permanecendo sem casos confirmados atualmente.

Na rEGIÃO Noroeste, o total chega a 75 notificações, com 69 delas concentradas exclusivamente em Porciúncula. A febre oropouche provoca sintomas como elevação súbita da temperatura corporal e dores intensas nos músculos e juntas.
Pode resultar em quadros de saúde severos e até mesmo levar a óbito em situações críticas. Embora similar em sintomas a outras arboviroses, sua transmissão ocorre predominantemente pelo diminuto mosquito "maruim", parecido com o "borrachudo". No entanto, o mosquito comum (pernilongo) também pode transmitir o vírus.

A doença fez sua aparição no Rio de Janeiro em março de 2024, inicialmente com focos pontuais em áreas como o Sul (Valença e Piraí), Baixada (Japeri) e na capital. O quadro epidemiológico se alterou drasticamente a partir de janeiro deste ano (2025), quando 308 casos foram anotados. Fevereiro registrou mais 749 ocorrências, e março adicionou 583.
NinoBellieny