A cidade de São Gonçalo está longe de cumprir as metas previstas pelo Marco Legal do Saneamento.Divulgação
"Longe de cumprir as metas previstas pelo Marco Legal do Saneamento, que estipula que até 2033, os serviços de abastecimento de água tratada deverão alcançar 99% da população e os serviços de coleta e tratamento de esgoto em 90%, os municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo seguem por mais uma edição do Ranking entre as piores cidades em relação aos indicadores de saneamento - nenhum dos municípios fluminense apresentou evolução de posição no relatório, pelo contrário, caíram de colocação ou mantiveram a mesma posição", afirma o Instituto no texto.
Entre as 10 piores, Duque de Caxias figura na 90ª posição, mesma colocação do Ranking de 2022. No município, os habitantes com acesso à água são 88,72%, enquanto somente 37,49% da população é atendida com coleta de esgoto e apenas 5,95% do esgoto produzido é tratado. Logo em seguida, São João de Meriti aparece na 89ª posição - o município caiu duas posições comparado com o ano anterior. Em relação aos indicadores de saneamento, toda população têm acesso à água potável, entretanto, 60,32% é atendida com coleta de esgoto, enquanto não existe tratamento algum do esgoto.
Belford Roxo fecha a lista dos piores municípios do Rio de Janeiro no Ranking do Saneamento 2023, figurando na 85ª colocação - na edição de 2022, o município estava na 82ª posição. Na cidade, 100% da população é abastecida com água potável, por outro lado, 43,39% dos habitantes são atendidos com coleta de esgoto e apenas 4,72% do esgoto produzido é tratado.
Entre os maiores gargalos a serem superados, esses quatro municípios do Rio de Janeiro despejam cerca 223 piscinas olimpíadas de esgoto sem tratamento diariamente na natureza. Desta forma, para alcançar a universalização do saneamento até 2033, será fundamental o investimento na infraestrutura de saneamento.
O Ranking do Saneamento liga um alerta para as cidades que figuram nas piores posições, uma vez que os 20 piores municípios tiveram um investimento anual médio per capita no período de 2017 a 2021 de R 55,46 por habitante, ou cerca de 73% abaixo do patamar nacional médio para a universalização - a indicação do Plano Nacional de Saneamento Básico, o Plansab, é de que seja necessário um investimento médio de R 203,51 por habitante para a universalização os serviços básicos.
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