O presidente da Argentina, Mauricio Macri
O presidente da Argentina, Mauricio MacriAFP/Laureano SALDIVIA
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O Congresso argentino aprovou na madrugada de ontem a polêmica Reforma Previdenciária, crucial para o governo Mauricio Macri, mas marcada por episódios de violência em Buenos Aires em protestos contra as mudanças.
A lei foi aprovada por 128 votos contra 116. A reforma deve produzir uma economia de cerca de US$ 5,6 bilhões ao ano em um país em déficit fiscal.
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O governo conseguiu o apoio de opositores com um acordo para dividir o dinheiro economizado. Macri ainda quer aprovar uma reforma trabalhista e outra fiscal.
Enquanto a votação seguia no Parlamento, diversas manifestações surgiram em vários pontos da capital argentina no dia de greve geral, com confrontos entre milhares de manifestantes e a polícia, que deixou dezenas de feridos, detidos e destroços. Famílias inteiras saíram às ruas e organizaram panelaços contra a aprovação.
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A reforma impacta cerca de 17 milhões de argentinos, com o aumento da idade mínima para a aposentadoria de 65 para 70 anos para os homens e de 60 para 63 anos para as mulheres. Além disso, o governo vai modificar o cálculo de pensões e de auxílio social.