Esplanada: Calheiros admite que não há possibilidade do aumento do Judiciário

Presidente do Senado prometeu agendar reunião com o presidente Michel Temer para tentar 'destravar'

Por thiago.antunes

Brasília - Cercado por representantes de entidades de magistrados, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitiu que não há por ora possibilidades de aprovação do aumento do Judiciário – mesmo após as eleições.

“Eu tentei. Mas a resistência na Casa – principalmente do PSDB e do DEM – é grande”, alegou Renan. Em reservado, à conterrânea Maria Lúcia Barbosa, da Associação Alagoana de Magistrados, Renan prometeu agendar reunião com o presidente Michel Temer para tentar “destravar”.

Fila

O senador Paulo Paim (PT-RS) resume a cassação de Eduardo Cunha: “A fila anda”. “Os mesmos que traíram a Dilma, traíram o Cunha; vamos ver quem será o próximo”

Calote

Com mais de dois meses de atraso no pagamento de honorários, o advogado Marcelo Nobre avalia abandonar a defesa do agora ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nem oi

Lula da Silva e Michel Temer passaram a três metros um do outro na sala do café dos ministros do STF, na posse de Cármen Lúcia. Cada um contemplou seu horizonte.

Dia de vendeta

Rival declarado do deputado cassado Eduardo Cunha, o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), elege a cena da noite que cassou o peemedebista. “Foi quando ele olhou para o painel e viu lá: 450 votos pela sua cassação. Acachapante”, afirma o deputado, sem esconder a satisfação.

Rei morto

José Carlos Araújo revela ter cruzado com Cunha duas vezes no plenário, mas evitou cumprimentá-lo. “Rei morto, rei posto. Não era momento para cumprimentos e confraternização”, desdenha.

Povo cerca

Em comum, na saída do STF, após a posse da nova presidente Cármen Lúcia, o ex-presidente Lula e a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) não escondiam a irritação com a demora na chegada dos carros que iriam transportá-los. Lula chegou a xingar.

É comigo?

Abordado pela Coluna e indagado se Temer conseguirá governar, o ex-presidente José Sarney despistou e, antes de fechar a porta do carro, acenou para o ex-presidente Lula.

Mobral

Renan anotou num papel o bordão e ficou repetindo, com dificuldade de decorar, para citá-la aos holofotes, sobre Cunha: “Quem planta ventos colhe tempestades”.

Algoz candidato

Cresceu em Rondônia a tietagem popular e política ao deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo de cassação de Cunha. “Apenas fiz meu trabalho pautado pela ética”, repete a quem o elogia pela postura. Mas quer disputar o Senado.

Ponta a ponta

O Correios quer entrar para valer nas vendas online. Lança hoje serviço para empresas do comércio eletrônico com expectativa de redução em até 47% nos custos de logística. A estatal oferece operação completa aos micros e pequenos empresários do setor, desde armazenagem, passando pelo atendimento de pedidos, separação, embalagem e entrega.

Infraestrutura 

O mercado brasileiro tem 400 mil sites de comércio. Os Correios dispõem de um centro logístico em Cajamar (SP), e sistema onde clientes têm acesso à gestão de estoque, acompanhamento de pedidos, rastreabilidade, cálculo de produtividade, entre outros.

Conectividade

Ensinar habilidades para profissionais de diversas áreas se comunicarem melhor é o objetivo do workshop “Comunicação que Conecta: Desenvolva essa Habilidade”. Promovido pela International Coach Federation, no sábado (17/9), em Brasília. Aberto ao público. Inscrições em http://eventosicfdf.com.br/.

Ponto Final

“O que queremos finalmente dizer é que não importa a mão que segura o chicote: a dor será sempre igual. Alckmin, Dilma, Serra, Temer, Cunha. À merda todos eles”

Texto do protesto chamado “Morra Temer” convocado pela entidade Estudantes Libertários Autônomos (ELA) para o dia 30 de setembro em São Paulo. Alô, polícia!

Coluna de Leandro Mazzini

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