Por rodrigo.sampaio

Brasília - O Ministério da Saúde está negociando a importação de vacina contra febre amarela. Diante do pedido de reforço de doses por São Paulo e Rio, a pasta iniciou tratativas com produtores internacionais sobre preços, doses disponíveis e cronograma para entrega. "Não há uma compra fechada. Estamos fazendo pesquisas", disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele admitiu, no entanto, que o cenário atual é bem distinto do apresentado há dois meses, quando as suspeitas estavam restritas a Minas e Espírito Santo.

O reforço nos estoques começou há duas semanas, quando o governo solicitou ao Grupo de Coordenação Internacional (GCI) - organismo que reúne Cruz Vermelha, Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Unicef e Médicos sem Fronteiras - 3,5 milhões de doses do imunizante. Houve ainda a decisão de se suspender a exportação de vacinas.

Devido grande demanda por doses da vacina em Rio de Janeiro e São Paulo, governo inicia conversas com produtores internacionais para abastecimento dos postos. Agência Brasil

O socorro do GCI representará um custo a mais para o governo. A vacina deverá ser vendida e o preço padrão é de US$ 1,3 por dose Se esse preço for mantido, significará 40% a mais do que o da vacina brasileira, R$ 3,03 (conforme preços do fim do ano). 

?A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.

Na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada de forma escalonada a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

O Ministério da Saúde atualizou as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. Até a última quinta, foram confirmados 492 casos da doença. Ao todo, foram notificados 2.104 casos suspeitos, sendo que 1.101 permanecem em investigação e 511 foram descartados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados. Segundo a pasta, mês de janeiro registrou o maior número de casos da doença. 


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