Adolescente ferido em ataque a tiros em escola do Paraná pode ficar paraplégico

Vítimas não eram alvos, segundo investigações iniciais; uma bomba caseira também foi detonada no atentado da manhã desta sexta-feira que deixou dois adolescentes feridos

Por O Dia

Agressor, que veio para a escola no início do ano, não gostava de apelidos relativos ao peso ou ao fato de morar na área rural. Os colegas o chamavam de "Zé Patrola" e "gordo"
Agressor, que veio para a escola no início do ano, não gostava de apelidos relativos ao peso ou ao fato de morar na área rural. Os colegas o chamavam de "Zé Patrola" e "gordo" -

Paraná - Um dos adolescentes feridos no ataque a tiros nesta manhã no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no interior do Paraná, corre o risco de ficar paraplégico e segue recebendo atendimentos médicos. Ele foi atingido nas costas. O outro jovem foi atingido na perna e já foi liberado do hospital. Segundo a investigação inicial, as vítimas não eram os alvos do atentado. Os autores ainda detonaram uma bomba caseira do lado de fora da escola, após os tiros. As informações são da Polícia Civil do Paraná.

Um procedimento por ato infracional foi aberto para apurar o ataque. Os dois adolescentes foram apreendidos e encaminhados para a delegacia da cidade para os procedimentos legais e aguardam a transferência para um local adequado.

Arma usada no ataque foi uma garrucha - Divulgação/ Polícia Civil

A polícia confirma que o atentado foi premeditado. Na casa do atirador foram encontrados diversos indícios de que o ataque foi uma forma de combater o bullying que sofriam dos colegas, como fotos, jornais, vídeos e outras armas, como facas e uma espingarda.  

Um bilhete encontrado na mochila de um dos adolescentes também foi encontrado pela polícia e encaminhado para análise. Seu teor está sob sigilo.

As primeiras informações dão conta de que os dois autores do ataque retiraram amigos da sala de aula antes do atentado. Na intenção de poupá-los, disseram que uma educadora os estava chamando em sua sala. A profissional teria estranhado quando os alunos a procuraram e resolveu ver o que aconteceu. Foi quando houve os disparos. Esta versão é dada por populares, mas ainda não foi confirmada pela polícia.  

O Ministério Público vai recolher depoimentos. 

Segundo testemunhas, a polícia foi acionada, e o atirador, levado junto de um outro adolescente para uma delegacia da região. Com ele também foram apreendidos um revólver, munição e uma faca.

O colégio suspendeu as aulas, que devem ser retomadas na próxima segunda-feira.

A Secretaria da Educação do Paraná disse em nota que desenvolve ações na rede estadual que visam à prevenção e ao enfrentamento a todas as formas de violências no âmbito escolar, por meio de práticas pedagógicas e subsidiando os profissionais da educação ofertando cursos de formação continuada"O colégio já realiza um trabalho constante de prevenção e enfrentamento à violência e reforçará suas atividades nesta questão", diz a nota.

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Agressor, que veio para a escola no início do ano, não gostava de apelidos relativos ao peso ou ao fato de morar na área rural. Os colegas o chamavam de "Zé Patrola" e "gordo" Reprodução
Arma usada no ataque foi uma garrucha Divulgação/ Polícia Civil
Outras armas foram encontradas na casa do autor do disparo Divulgação/ Polícia Civil
Material para fazer bomba caseira foi apreendido Divulgação/ Polícia Civil

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