Autoridades se solidarizam após massacre em Suzano

Atentado a tiros em escola do interior de São Paulo deixou mortos e feridos no colégio.

Por Meia Hora

Rio de Janeiro 28/02/2019 - A Corregedoria da Polícia Civil faz, na manhã desta quinta-feira, uma operação contra policiais civis acusados de praticarem extorsão. Um dos alvos da ação, que é a terceira fase da Operação Quarto Elemento (de setembro de 2017), é o policial Flavio Pacca Castello Branco, de 57 anos, que é consultor de segurança do governador Wilson Witzel (PSC). Na foto acima o Governador Wilson Witzel. Foto: Luciano Belford/Agência O Dia
Rio de Janeiro 28/02/2019 - A Corregedoria da Polícia Civil faz, na manhã desta quinta-feira, uma operação contra policiais civis acusados de praticarem extorsão. Um dos alvos da ação, que é a terceira fase da Operação Quarto Elemento (de setembro de 2017), é o policial Flavio Pacca Castello Branco, de 57 anos, que é consultor de segurança do governador Wilson Witzel (PSC). Na foto acima o Governador Wilson Witzel. Foto: Luciano Belford/Agência O Dia -

São Paulo - Autoridades e políticos brasileiros se pronunciaram após o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira. O ataque de dois atiradores deixou mortos e feridos, entre eles, crianças e funcionários do colégio

O governador do Estado de São Paulo, João Dória, foi à escola, mas já retornou à capital paulista. Ele disse que solicitou à Secretaria Estadual de São Paulo que reforçasse o atendimento psicológico aos afetados pela tragédia. Ele também se disse consternado e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e dos atiradores suicidas. "Estou profundamente triste, muito impactado. Nunca tinha visto uma cena igual, a mais triste que vi na minha vida", disse.

O governador do Rio, Wilson Witzel, também comentou o massacre e disse que ligou para o governador de São Paulo e se solidariza com as famílias: "Com profunda tristeza recebi a notícia das mortes em escola de Suzano/SP. Falei com governador João Doria, que está no local, para registrar a solidariedade de todo o povo do RJ com os familiares das vítimas".

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) colocou-se à disposição do governo do estado de São Paulo para colaborar no caso. Os presidentes do Senado e da Câmara e o governador do Rio prestaram solidariedade às famílias das vítimas. 

"O grave atentado à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que provocou o trágico assassinato de crianças e funcionários e presta solidariedade aos familiares neste momento de dor e tristeza. Os fatos ainda estão sendo apurados pelas autoridades competentes e o Ministério se coloca à disposição do governo do estado de São Paulo", diz a nota do Ministério. 

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, comunicou que irá a Suzano ainda nesta quarta-feira, 13, para acompanhar as investigações do tiroteio ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil na manhã desta quarta-feira. Mais cedo, o ministro expressou "profundo pesar pelo crime bárbaro".

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prestou solidaridade às famílias das vítimas, via Twitter: "É com perplexidade que recebi, a notícia do tiroteio no colégio estadual Raul Brasil, em Suzano-SP. Eu me solidarizo às famílias das vítimas e espero que as reais causas dessa tragédia sejam descobertas".

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou também as redes sociais para dizer que o momento é de união: "A tragédia de Suzano, hoje, mostra que é hora de o Brasil unir forças e competências para compreender o que houve e impedir a repetição de massacres como este. Precisamos ser solidários com as famílias, parentes e amigos das crianças e dos funcionários da escola Raul Brasil".

Outros políticos que se manifestaram sobre a tragédia foram os ex-candidatos à presidência da República, Fernando Haddad e João Amoêdo, além dos ministros Ônyx Lorenzoni e Damares Alves que lamentaram o acontecido e classificaram o atentado como "terrível".

Até a publicação desta matéria o presidente da República, Jair Bolsonaro, não havia repercutido a tragédia.

* Com informações da Agência Brasil