Bolsonaro indica que ministro da Educação pode ser demitido na segunda-feira

'Está bem claro que não está dando certo, falta gestão. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na direita', afirmou o presidente sobre o MEC

Por O Dia

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, participa de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados
O ministro da Educação, Ricardo Vélez, participa de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados -

Brasília - Em café da manhã com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 5, que deve tomar uma decisão sobre o Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira. "Na segunda, vamos resolver a situação do MEC", disse. "Está bem claro que não está dando certo, falta gestão. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na direita", afirmou o presidente

As declarações indicam que o ministro Ricardo Vélez Rodríguez pode ser demitido. O ministro enfrenta sucessivas crises desde o início do governo e viu um aumento do desgaste nas últimas semanas com uma série de demissões.

Logo após o presidente se manifestar em Brasília, Vélez, que participa do 18º Fórum do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em Campos do Jordão (SP), rapidamente reagiu. "Não vou entregar o cargo, não fui informado". E ainda declarou: "Única coisa insustentável é a morte".

O ministro pediu apoio de empresários e os convocou para "dialogar" com ele e sua equipe no órgão. Ele participa de mesa com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Na quinta, MEC sofreu mais duas baixas

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou nesta quinta-feira Bruno Garschagen do cargo de assessor especial do ministro da Eduação, Ricardo Vélez e a chefe de gabinete Josie Pereira.

As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União.

Para o cargo de chefe de gabinete do ministro foi nomeado o militar Marcos de Araújo, ex-subcomandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal e professor da Academia dos Bombeiros de Brasília.

As demissões somam-se a uma série de remanejamentos que tem sido feitos no Ministério da Educação nos últimos meses.

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