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Pesquisa Datafolha diz que maioria é contra pacote anticrime; Moro rebate: 'mal feita'

Ministro da Justiça e Segurança Pública não aceitou resultado

Por O Dia

Sergio Moro chama pesquisa Datafolha sobre aceita
Sergio Moro chama pesquisa Datafolha sobre aceita -

Rio - O Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro questionou no Twitter o resultado da pesquisa realizada pelo Datafolha sobre o pacote anticrime. Segundo o órgão, 81% dos entrevistados avaliam que a polícia não pode ter liberdade para atirar em suspeitos por risco de atingir inocentes, 79% defendem que policiais que matam sejam investigados e 82% são favoráveis à punição de quem atirou em alguém por estar muito nervoso. 

O ministro afirmou que esses pontos não fazem parte do pacote anticrime apresentado por ele ao Congresso. "Pesquisa do Datafolha rendeu manchete na Folha de São Paulo, 'maioria é contra pontos-chave de pacote anticrime de Moro'. Bem, nenhuma das perguntas feitas na pesquisa diz respeito a medidas constantes no projeto de lei anticrime", escreveu. 

"Por exemplo, nada há no projeto que defenda licença para policiais atirarem em inocentes ou mesmo em suspeitos ou que episódios assim não devam ser investigados. Em nenhum lugar defende-se que pessoas simplesmente por estarem nervosas possam atirar em alguém e permanecer impunes. Pesquisas de opinião são importantes para auxiliar na construção de políticas públicas. Ainda espero que alguma possa ser feita sobre o projeto de lei anticrime e seus pontos chaves: medidas simples e eficazes contra corrupção, crime organizado e crimes violentos", completou. 

Moro ainda deu sugestões de que itens deveriam ser abordados na pesquisa. "Uma sugestão: perguntar sobre a opinião das pessoas acerca da execução imediata da condenação criminal após julgamento por Corte de Apelação, um ponto fundamental do projeto. Acusados poderosos manipulam o sistema recursos para evitar punição mesmo quando culpados. Ou se homicidas e feminicidas devem ser presos logo após a condenação por um Tribunal do Júri ou se devem esperar o trânsito em julgado que pode levar vinte ou trinta anos. Outro ponto importante do projeto", escreveu. 

O ministro também chamou a pesquisa de mal feita. "A pesquisa mal feita apenas reforça a necessidade de continuar explicando aqui no Twitter o projeto de lei anticrime. Volto às explicações em breve". 

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