Davi Miguel Gama - Jhonatan Vinicius/Arquivo Pessoal
Davi Miguel GamaJhonatan Vinicius/Arquivo Pessoal
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Sorocaba - Depois de mais de três anos à espera de um transplante nos Estados Unidos, Davi Miguel Gama, de 5 anos, portador de uma doença rara, retornou ao Brasil nesta sexta-feira sem ter passado pelo procedimento.

O tratamento da criança havia sido aceito pelo Jackson Memorial Hospital, em Miami, especializado em transplante de órgãos intestinais em crianças, mas a avaliação dos especialistas apontou que o menino não estava apto para a cirurgia. Ele desembarcou com os pais, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, e foi levado para o Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, no bairro Bela Vista, na capital, onde passará por uma série de exames.

Davi Miguel nasceu em Franca, interior de São Paulo, com uma síndrome rara no intestino, a doença da inclusão das microvilosidades intestinais, conhecida como diarreia intratável, que impede a absorção de alimentos. Desde o nascimento ele foi alimentado por sondas.

A doença exige o transplante de órgãos intestinais, mas a família descobriu que, no Brasil, só eram operadas crianças com peso superior a 10 quilos. Como o bebê pesava, na época, apenas 6 quilos e tinha dificuldade para ganhar peso, os pais entraram na Justiça para realizar o tratamento no exterior, custeado pelo governo brasileiro. Enquanto aguardava a decisão judicial, a família iniciou uma campanha na internet e conseguiu arrecadar R$ 1,5 milhão.

A campanha Movidos pela Vida - Davi Miguel mobilizou, além de Franca, várias cidades do interior e ganhou a adesão de personalidades e jogadores de futebol.

No hospital paulistano, a equipe vai compatibilizar os protocolos nacionais com aqueles usados nos EUA e a família passará por treinamento para cuidar da nutrição parenteral. Depois disso, a criança voltará a morar com os pais, em Franca, assistida por home care.

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