Alexandre Moraes manda PF fazer buscas em inquérito de fake news; general é um dos alvos

São dez mandados de prisão; o general da reserva Paulo Chagas (PRP-DF), que foi candidato a governador, ironizou que foi 'honrado com a visita da Polícia Federal'

Por O Dia

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes -

São Paulo - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou buscas em dez endereços de alvos do inquérito que apura supostas fakes news contra seus colegas da Corte. Nesta terça-feira, 16, a Polícia Federal está vasculhando oito locais.

Um dos alvos de buscas é o general da reserva Paulo Chagas. A investigação suspeita que mensagens publicadas pelo militar estariam difundindo crimes contra a honra dos ministros e o fechamento do STF.

General da reserva Paulo Chagas (PRP-DF) foi candidato ao Governo do Distrito Federal - Reprodução/ Facebook

Pelo Twitter, Paulo Chagas ironizou o mandado de busca e apreensão. "Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes", afirmou. "Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-los pessoalmente", completou.

Em março, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, mandou abrir um inquérito contra "notícias fraudulentas fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão".

No dia 21 de março, também houve a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de medidas de busca e apreensão no inquérito. As ações foram cumpridas pela Polícia Federal em endereços de suspeitos em São Paulo e Alagoas. Um dos alvos tratava-se de um advogado e o outro, de um guarda civil metropolitano. 

Moraes censura reportagem que aponta codinome de Toffoli em troca de e-mails de Odebrecht

A ação desta terça-feira, acontece um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar que a revista "Crusoé" e o site "O Antagonista" retirassem do ar "imediatamente" uma reportagem veiculada na última sexta-feira, sobre o presidente do STF, Dias Toffoli. A reportagem mostra, com base em um documento da Lava Jato, que o empreiteiro Marcelo Odebrecht disse que o codinome "amigo do amigo do meu pai", em um e-mail datado de 13 de julho de 2007, referia-se a Dias Toffoli. À época, Toffoli era Advogado-Geral da União (AGU) do governo Lula. 

A determinação de mandar tirar a matéria do ar se baseou em uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmando que ainda não recebeu o documento enviado à Lava Jato e que teria sido obtido pela revista. Em nota, a Crusoé reiterou o teor da reportagem, baseada em documento, e disse que o presidente do STF, Dias Toffoli,  não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.

*Com Estadão Conteúdo

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General da reserva Paulo Chagas (PRP-DF) foi candidato ao Governo do Distrito Federal Reprodução/ Facebook

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