Em live com Bolsonaro, Feliciano diz que não há muros nos EUA porque todo americano tem uma arma

Em transmissão ao vivo realizada em Igreja Evangélica, pastor e presidente defenderam que todo cidadão brasileiro possa ter uma arma em casa

Por O Dia

Deputado e pastor Marco Feliciano (PODE-SP)
Deputado e pastor Marco Feliciano (PODE-SP) -
Rio - Em live realizada nesta quinta-feira, transmitida de um anexo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Belém, o Jair Bolsonaro defendeu a importância de seu decreto de armas. O presidente estava na companhia do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PODE-SP), que afirmou que não há muros nos Estados Unidos porque, lá, todos podem ter uma arma em casa.
"Na América não tem muro, as casas. As pessoas perguntam: 'Por quê não tem muro?'. Porque ninguém tem coragem de entrar dentro da casa do americano, porque sabe que todo americano tem uma arma", afirmou o pastor.
Bolsonaro completou: "E se levar chumbo, o que acontece com o cara?"
"Não acontece nada com ele", respondeu Feliciano. "Porque, dentro do reduto da casa dele, no perímetro da casa, aquele lugar é inviolável, ninguém pode entrar ali sem ser convidado".
Ainda defendendo o decreto de armas, Feliciano contou, ao lado do presidente, sobre um caso em que um policial deixou que um homem, flagrado após matar outro, fugisse, e elogiou a postura do policial. "Lá na cidade onde eu moro, o cidadão defendeu a família dele dentro de casa, matou o bandido. Quando a polícia chegou, o policial, por ser amigo, cidade pequena, falou: Foge daqui agora".
O presidente também defendeu seu decreto de armas de maneira enfática, e argumentou que todo "cidadão de bem" precisa de uma arma porque "já vivemos em guerra aqui (no Brasil), pô!".
"Quem tá perdendo não sou eu não, eu tenho porte de arma porque eu sou capitão do exército. Quem tá perdendo é o povo, que quer a arma", afirmou Bolsonaro. "Tava na lei lá, ó, pra você ter uma arma, você tem que comprovar efetiva necessidade. O que que é efetiva necessidade? Nós já vivemos em guerra aqui, pô!", concluiu. 

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