Ciro chama movimento de Tabata de 'partido clandestino' que 'se infiltra' nos partidos

Para ex-governador do Ceará, ao votarem a favor da proposta de Bolsonaro, Tabata e outros deputados do partido teriam contrariado a história trabalhista do PDT

Por O Dia

Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT)
Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) -
São Paulo - O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), chamou o Movimento Acredito, do qual a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) faz parte, de um "partido clandestino" feito para "burlar a legislação que proíbe financiamento empresarial". Tabata Amaral votou a favor da reforma da Previdência na última quarta-feira, contra a orientação do partido e mesmo sob ameaça de expulsão da sigla.
"Todo mundo pode participar de qualquer movimento, mas, se você tem um partido clandestino para burlar a legislação que proíbe financiamento empresarial, isso é uma coisa muito mais grave", afirmou Ciro Gomes, em um evento em São Paulo.
"Você pega, a partir de um partido clandestino, que tem suas regras próprias, seu programa próprio, você se infiltra nos outros partidos e usa os outros partidos, fundo partidário, tempo de TV, coeficiente eleitoral para se eleger e fazer o serviço do outro partido? Aí é um problema de dupla militância, não tem nada a ver com a compreensão de reforma da Previdência que nós temos", completou o ex-governador. 
Para Ciro, ao votarem a favor da proposta de Jair Bolsonaro (PSL), Tabata e outros deputados pedetistas teriam contrariado a história trabalhista do PDT. "Se tem alguém que está sofrendo com esta questão da Tabata, esse alguém sou eu. Sabe quem recrutou a Tabata, a estimulou a entrar na política, assinou a filiação dela? Fui 'euzinho' aqui", disse Ciro.
De acordo com o pedetista, sua grande tarefa hoje não é ser candidato, mas ajudar o brasileiro a entender o que está acontecendo por meio de sua experiência.
*Com informações do Estadão Conteúdo

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