Jorge Kajuru anuncia troca de partido: 'Querem que eu seja inimigo de Bolsonaro'

Senador, que entrou em rota de colisão com o PSB por conta de sua opinião pela liberação das armas, vai se filiar ao Patriota

Por iG

Senador Jorge Kajuru
Senador Jorge Kajuru -
São Paulo - Após uma intensa briga com o PSB, Jorge Kajuru, que já havia anunciado sua desfiliação do partido, escolheu uma nova sigla. O senador ingresserá no Patriota. A informação foi confirmada pelo próprio senador nas redes sociais, com direito a gafe.
"Kajuru anuncia desfiliação do PSB e ingresso no Patriotas", escreveu o senador, errando a grafia no nome do partido. Ainda segundo a postagem, o senador optou por se filiar a sigla por conta do secretário-geral nacional, Jorcelino Braga, ex-companheiro do parlamentar no extinto PRP, que acabou incorporado pelo próprio Patriota.
"Volto pelo Braga, pois não aceito partido que exige votar por mim e ainda quer que eu seja inimigo do presidente Bolsonaro", disparou Kajuru, em referência ao seu antigo partido.
No dia 2 de julho, o senador entregou a sua carta de desfiliação do PSB . O parlamentar havia decidido, por hora, ficar sem partido por tempo indeterminado depois de o próprio presidente da sigla, Carlos Siqueira, pedir a sua saída. O motivo das divergências vieram após o político por Goiás defender a posse e o porte de armas pelos brasileiros.
Entenda a briga entre Kajuru e PSB
Jornalista, Jorge Kajuru costuma usar suas redes sociais para decidir votos. Através de enquetes, ele pergunta a opinião de seus eleitores sobre o que deve defender no plenário do Senado e, assim, passou a defender o decreto de armas , ainda que com mudanças em relação ao que foi enviado por Bolsonaro ao Congresso.
No dia 21 de junho, o senador por Goiás enviou um projeto para substituir o decreto das armas e, na defesa do próprio parlamentar, seria bastante semelhante, apenas trazendo uma correção a respeito da letalidade das armas.
"O meu projeto é o mesmo projeto do presidente, apenas alterando a perigosidade, ou seja, a letalidade da potência das armas. O decreto autorizou a venda para civis de armas que, até então, só podiam ser usadas por forças de segurança, as chamadas armas de uso restrito, como os fuzis. O meu projeto de lei corrige, então, uma situação real de que a população tenha segurança, mas esteja autorizada a ter armas compatíveis com o uso civil", explicou o senador.

Siqueira, então, enviou uma carta aberta pedindo para que Kajuru deixasse o PSB e lembrou o parlamentar que a sigla leva como símbolo a pomba, animal que simboliza a paz e, portanto, jamais defenderia as armas no Brasil.
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