Polícia desarticula quadrilha de pilotos que realiza tráfico internacional de drogas

Seis suspeitos foram presos; membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas e passeando em carros de luxo

Por O Dia

Membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo
Membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo -
Goiás - A Polícia Civil do Estado de Goiás prendeu seis suspeitos e desarticulou nesta sexta-feira uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, após seis meses de investigação. A organização cooptava pilotos de aeronaves para buscar drogas em países vizinhos, principalmente Bolívia, Colômbia e Peru.
Os membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo e vivendo em condomínios fechados.
Voos são feitos com aeronaves modificadas para o aumento de autonomia, reabastecidas durante o voo através de galões de combustíve - Divulgação
Foram apreendidos dois jatos de propriedade dos chefes da organização (jatos Dassault Falcon e Cessna Citation) e um helicóptero (Eurocopter EC 130) utilizado com frequência e também de propriedade dos chefes.

A ostentação era tal que há registros na imprensa do helicóptero apreendido de prefixo PR-MMA pousando em meio a um lote baldio em Palmas, Tocantins, para que os tripulantes pudessem comprar gelo para uma festa.
Os policiais civis também apreenderam 8 relógios Rolex e 5 Hublot durante as buscas - Divulgação
Os voos eram de extremo risco, segundo a Polícia Civil, porque eram feitos em aeronaves modificadas para o aumento de autonomia, reabastecidas durante o voo através de galões de combustível. Os aviões também fazem voos extremamente baixos para fugir do controle aéreo e com equipamentos de localização, como transponder, desligados.
A droga era transportada do Pará a Goiás, na já conhecida “rota caipira” do tráfico de drogas, armazenada e preparada para ser exportada para países da Europa, principalmente França, Holanda, Alemanha e Bélgica.
A Polícia Civil de Goiás também apreendeu 571 mil reais, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski - Divulgação
As investigações se iniciaram a partir do desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, ocorrido no dia 12 de dezembro do ano passado. Durante as investigações, descobriu-se que ele fazia parte de uma grande organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de capitais.

Diversos artifícios eram utilizados para a remessa da droga, escondida em meio a produtos destinados à exportação, como granito, mármore e também em cargas de gêneros alimentícios. No caso de cargas menores, a organização também se utilizava de “mulas” que levavam o entorpecente em bagagens de voos regulares para a Europa. Parte da quadrilha era especializada na lavagem do dinheiro oriundo da atividade criminosa, utilizando-de de empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o crime.
Membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo - Divulgação
O Poder Judiciário, a partir da representação da Polícia Civil, expediu mais de uma dezena de mandados de prisão, que foram cumpridos em Goiânia, Santana de Parnaíba (SP) e São Félix do Xingu (PA), cidade na qual tivemos apoio da Polícia Civil do Pará.

Ao todo, a Polícia Civil de Goiás cumpriu 20 mandados de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas nos estados de Goiás, São Paulo e Pará. Ainda há foragidos sendo procurados. Foram apreendidos 11 veículos (5 em São Paulo, 5 em Goiânia e 1 no Pará).
Onze carros de luxo foram apreendidos - Divulgação


Confira a relação dos presos:
Gilberto Alves Rocha Junior, 27 anos – preso em Santana de Parnaíba (SP)
Dennis Petronella Marcel Gerardus, 40 anos – preso em Santana de Parnaíba (SP)
Renan dos Santos Barbosa, 30 anos – preso em Goiânia (GO)
Rulyo Feitosa Barbosa, 24 anos – preso em São Félix do Xingu (PA)
Ismael Victor Silva Santos, 27 anos – preso em Goiânia (GO)
H. N. N., 35 anos – preso em Goiânia (GO)
A Polícia Civil de Goiás também apreendeu 571 mil reais, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski - Divulgação
Foram apreendidos R$ 571 mil, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski. Uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba, interior paulista, já o outro jato e o helicóptero foram apreendidos em Goiânia. Os policiais civis também apreenderam 8 relógios Rolex e 5 Hublot durante as buscas.

A Polícia Civil de Goiás investigou que Bruce Lee Carvalho dos Santos pilotava um avião Piper Sêneca de prefixo PT-VPH de propriedade da organização criminosa à época do seu desaparecimento. Assim como o piloto, a aeronave encontra-se desaparecida desde o mês de dezembro de 2018. Há indícios de que tenha caído em um lago na Bolívia após colidir com um fio de alta tensão, embora o avião e o corpo nunca tenham sido encontrados.
Diversos artifícios eram utilizados para a remessa da droga, escondida em produtos destinados à exportação, como granito, mármore e em cargas de gêneros alimentícios - Divulgação
Sobre o nome da operação
A operação foi batizada com o nome Icarus em referência a um personagem da mitologia grega. Icarus é um deus que voou muito próximo do sol e acabou morrendo porque suas asas eram de cera e derreteram.
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Membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo Divulgação
Relógios Rolex e Hublot apreendidos por Polícia Civil de Goiás durante buscas contra grupo suspeito de praticar tráfico internacional de drogas, alvo da Operacão Icarus Divulgação
A Polícia Civil de Goiás também apreendeu 571 mil reais, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski Divulgação
Diversos artifícios eram utilizados para a remessa da droga, escondida em produtos destinados à exportação, como granito, mármore e em cargas de gêneros alimentícios Divulgação
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Onze carros de luxo foram apreendidos Divulgação
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