Planalto diz que recusará ajuda de R$ 83 milhões oferecidos pelo G7

Decisão contradiz fala do ministro do Meio Ambiente, que disse que a ajuda do grupo é 'bem-vinda'

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Bolsonaro teve nova reunião com o Ministro da Defesa e comandantes das Forças Armadas para falar da Amazônia nesta segunda
Bolsonaro teve nova reunião com o Ministro da Defesa e comandantes das Forças Armadas para falar da Amazônia nesta segunda -
Brasília - O Palácio do Planalto informou, na noite desta segunda-feira, que vai rejeitar a ajuda de 20 milhões de dólares, equivalente a R$ 83 milhões, prometidos pelo G7, o grupo de países mais ricos do mundo, para auxiliar no combate a incêndios na Amazônia. O Planalto não informou o motivo para recusar os valores.
A informação do Planalto, no entanto, contradiz o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que mais cedo disse que a ajuda do G7 era "bem-vinda".
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ministros têm dito que não há anormalidade nas queimadas e que países europeus tentam fragilizar a soberania do Brasil sobre a floresta.

Bolsonaro voltou a se reunir nesta segunda com ministros para tratar dos incêndios na região. Após a conversa com o presidente, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a situação na Amazônia está controlada e que cerca de 2,7 mil militares das Forças Armadas estão prontos para atuar na região.
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Ainda ontem, o governo teve novo embate com o presidente da França, Emmanuel Macron, que falou sobre conferir status internacional à floresta. "Sobre a Amazônia falam brasileiros e as Forças Armadas", rebateu o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros.