Mourão: investigação de vazamento de óleo pode terminar esta semana

Vice-presidente afirmou que governo ainda não tem '100% de certeza', mas crê que navio que derramou óleo nas praias do Nordeste não seja um 'dark ship', ou seja, uma embarcação ilegal

Por Agência Brasil

Vice-presidente Hamilton Mourão
Vice-presidente Hamilton Mourão -
Brasília - O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira que a investigação sobre o vazamento de óleo que atingiu as praias do Nordeste está próxima de ser concluída. Segundo Mourão, há a possibilidade de que o governo anuncie a conclusão das investigações indicando o navio ou navios responsáveis ainda esta semana.

“Nossa investigação está chegando lá. Estamos aguardando o presidente [Jair Bolsonaro] chegar”, disse. “[Há] boa chance de divulgar o resultado ainda nesta semana”.

Mourão recebeu, na tarde desta quarta-feira, o comandante da Marinha Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior que deu detalhes sobre a investigação. Dos 30 navios que eram investigados como responsáveis pelo vazamento, o governo trabalha atualmente com o número de 10 embarcações.

O presidente em exercício disse que o resultado da investigação será anunciado quando o governo tiver “100% de certeza”, mas indicou que a embarcação não seria um dark ship. Também chamados de navios fantasmas, os dark ships são embarcações que navegam em águas internacionais sem o sistema AIS (Automatic Identification Sistem, em inglês) desligado. O sistema é um tipo de transponder que identifica constantemente a localização e o rumo da embarcação.

“Acho que ele [o navio] não é ilegal”, disse Mourão. “Nessa investigação nós levantamos que vários dark ship cruzaram aquela área, mas nenhum deles estava transportando óleo”.

Segundo o presidente em exercício, as apurações indicam que o transponder do navio não estaria desligado durante o vazamento. Questionado se o governo vai exigir algum tipo de reparação, Mourão disse que sim.

“Tem que cobrar, tem que multar. Existe uma legislação do mar em relação ao meio ambiente”, disse. “Esse navio obviamente deve pertencer a uma empresa e aí tem que ver aquela questão de seguro. Tem o seguro marítimo é um troço caríssimo e tem que cobrir essas coisas todas”.

Segundo Mourão, uma possibilidade é que o vazamento tenha ocorrido durante uma “ejeção de porão”, quando o navio libera o óleo no mar, possivelmente para resolver um problema de estabilidade.

“Acho que o cara fez uma ejeção de porão pela quantidade de óleo lançado, mas acho que temos que ir ao navio. Ele tira um pouco do óleo, por exemplo, se está com problema de flutuação e ele tira o óleo para aumentar a estabilidade”, disse.
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