‘Vamos arrebentar na venda de aeroportos’, diz ministro

Mesmo diante da pandemia do novo coronavírus que afeta bruscamente o setor de aviação civil Tarcísio de Freitas demonstrou otimismo com os próximos leilões

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas
Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas -
Brasília - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, demonstrou neste domingo otimismo com os próximos leilões de aeroportos, mesmo diante da pandemia do novo coronavírus que afeta bruscamente o setor de aviação civil. "Nós vamos arrebentar na venda de aeroportos", disse o ministro, durante live promovida pelo banco Santander. Para ele, o governo conseguirá transferir à iniciativa privada todos os aeroportos que estão na pauta do Ministério.
O governo pretende leiloar todos os terminais que ainda estão sob responsabilidade da Infraero. Ontem, o ministro citou 43 aeroportos. O número final da 7ª rodada ainda está sendo fechado, já que há possibilidade de alguns aeroportos pequenos serem assumidos pelos Estados. Já a 6ª rodada deve contar com 22 aeroportos, com previsão de o leilão ser realizado em março de 2021, disse Freitas.
‘Ousadia’. Para o ministro, o sucesso esperado será resuldado da "ousadia" do ministério, ao manter os leilões e se tornar um "vendedor" de aeroportos quase que "exclusivo" no mundo. O ministro reconheceu que o momento é difícil para aviação, mas disse que protocolos de segurança estão sendo implantados e que aos poucos o movimento do setor deverá ser retomado. Segundo ele, a confiança "não é desarrazoada", mas nasce das conversas com investidores.
Freitas também confirmou que o governo não vai mais exigir do operador aeroportuário a participação no capital social da concessionária para as próximas transferências. Isso, para ele, é outro fator atrativo dos próximos leilões. Em entrevista recente ao Estadão/Broadcast, o secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, afirmou que a mudança estava em estudo.
Em razão da atual crise, é esperado que os leilões atraiam principalmente fundos de pensão e de private equity. Nesse cenário, o operador da concessão pode entrar através de uma contratação, sem precisar participar com capital. "Isso já está repercutindo bem no mercado", disse Freitas.
Para o ministro, os aeroportos previstos para serem leiloados na 7.ª rodada devem atrair a atenção de investidores. A última rodada de concessões, prevista para ocorrer até o fim de 2022, tem na carteira aeroportos como os de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP).

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