Taxas de adesão ao isolamento e uso de máscara em crianças são altos - EBC/ARQUIVO
Taxas de adesão ao isolamento e uso de máscara em crianças são altosEBC/ARQUIVO
Por IG - Último Segundo
São Paulo - Segundo dados apresentados pela secretaria municipal de saúde de São Paulo nesta quinta-feira, cerca de 123.694 crianças já tiveram a covid-19. O número representa 18,3% dos estudantes da rede municipal, de faixa etária entre 4 a 14 anos.
Os dados correspondem à segunda fase do inquérito sorológico de crianças na rede municipal de escolas. A pesquisa aponta também que 69,5% das crianças da capital paulista são assintomáticas (ou seja, não apresentaram sintomas, mas estavam contaminadas).
Publicidade
De acordo com o secretário de saúde, Edson Aparecido, secretário de saúde, o número de crianças assintomáticas é duas vezes maior do que de crianças que apresentaram sintomas da covid-19. Na primeira fase, este número era de 64,4%.
Os dados foram coletados entre os dias 18 e 20 de agosto. Participaram da pesquisa 6 mil crianças e adolescentes, que foram escolhidos de forma aleatória. As amostras coletadas para o inquérito foram processadas nos dois laboratórios da secretaria.
Publicidade
Segundo Aparecido, a taxa de crianças que tinham anticorpos na fase 1 do inquérito era de 16,1%. Logo, houve aumento de 2,2 pontos percentuais de crianças que tiveram contato com o novo coronavírus e produziram anticorpos.
A faixa etária com maior contato com a covid-19 é de crianças de 4 a 5 anos, que na fase 1 tinham 16,5% e passaram para 24,3% na fase 2. Em seguida, o maior crescimento foi em adolescentes de 11 a 14 anos, (18,6%); e por último crianças de 6 a 10 anos (17,2%).
Publicidade
A prevalência da covid-19 foi maior em crianças pretas e pardas (20%). No entanto, o secretário aponta que não houve diferenciação significativa em relação às crianças brancas (16,1%).
A prevalência de contaminação em crianças que vivem com idosos maiores de 60 anos era de 25,9% na fase 1. O número subiu para 26,3% na fase 2 do inquérito.
Publicidade
O inquérito também aponta que crianças das classes sociais D e E representam a maioria das que tiveram contato com a covid-19, com 19,5%. Na fase 1, o número era de 16,7%. A classe C não sofreu aumento significativo, segundo o secretário, e fechou a fase 2 com 15,5% de prevalência; na fase 1, a classe C fechou com 13,9%.
O inquérito também apontou que, entre crianças, a adesão ao isolamento social é de 98,7% e quase 82% das crianças afirmaram que usam máscara sempre. Esses dados foram vistos com positividade pela secretaria.