Fabricante de arma que matou Marielle cancela exportações ao Brasil por 'agitação política'
H&K decidiu cancelar exportações por causa de 'agitação política' e violência policial do País, após críticas de acionistas alemães que cobram mais respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente
Marielle Franco foi assassinada em 2018Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Por O Dia
Rio - A fabricante de armas alemã Heckler & Koch (H&K) decidiu cancelar suas exportações ao Brasil em uma reunião de acionistas feita na última semana. Os principais motivos que motivaram a decisão são o clima de "agitação política" e a violência policial do País, após críticas de acionistas alemães que cobram mais respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. As informações são da Deutsche Welle.
Galeria de Fotos
Mesmo modelo da usada na morte de Marielle Franco é apreendido
Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Marielle foi morta em 14 março de 2018, junto com Anderson Gomes
Divulgação
Mesmo modelo da usada na morte de Marielle Franco é apreendido
Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Grafite da vereadora Marielle Franco, "cria"da Maré, que foi assassinada em março de 2018/Ana Julia Bibiano.
Angela Carvalho
A sessão aconteceu nesta segunda
Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Marielle Franco foi assassinada em 2018
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
08/03/2019 - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS/PARCEIRO - Mulheres fazem manifestação no Dia Internacional da Mulher, em defesa da previdência, da democracia e dos direitos das mulheres, realizado na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na noite desta sexta-feira (08). Foto: Paulo Guereta/Parceiro/Agência O Dia
Paulo Guereta/Parceiro/Agência O Dia
"Com as mudanças no Brasil, especialmente a agitação política de antes das eleições presidenciais e a dura ação da polícia contra a população, foi confirmada a decisão de não fornecer mais para o Brasil", disse o porta-voz da empresa.
Publicidade
O presidente da H&K, Jens Bodo Koch, já havia sinalizado a intenção de parar de exportar armas ao Brasil após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.