Segundo o Inpe, em alguns casos os focos de incêndio começaram em propriedades privadas, se multiplicaram e só então invadiram as terras indígenas. Áreas de reserva legal e de mata nativa de donos de terra, que devem ser preservadas e são protegidas por lei, também tiveram registros de início dos focos.
Os relatos dão conta que as queimadas estão destruindo roças, queimando casas e tomando contas das terras indígenas da região.
A AgênciaPública encontrou focos de incêndio em cinco terras indígenas regularizadas nos municípios do Pantanal. Ao todo, são apenas 11 na região, então quase metade já sofre com a dura realidade dos incêndios no segundo semestre de 2020.A maior área indígena da região, localizada no Mato Grosso do Sul, é também a que teve mais focos até então, segundo os dados do Inpe.
Na TI Kadiwéu, dos Terena e Kadiwéu,a maior TI da região, foram 176 focos de incêndio desde maio, sendo a maior parte concentrada no mês de agosto, o mais atingido até este sábado.
Nesta semana, em viagem ao Mato Grosso, o presidente Jair Bolsonaro chegou a sentir na pele os efeitos das queimadas no Pantanal. Ovoo que levava o presidente arremeteu no aeroporto de Sinop (MT), justamente por conta da fumaça provocada pelos incêndios. Bolsonaro, no entanto, minimizou a situação, dizendo que "Quem nos critica não tem queimada porque já queimaram tudo", criticando sobretudo países europeus, que denunciam o desmonte ambiental no Brasil.