Foram revelados detalhes do caso que absolveu o acusado de estuprar Mariana Ferrer - Reprodução/Twitter
Foram revelados detalhes do caso que absolveu o acusado de estuprar Mariana FerrerReprodução/Twitter
Por O Dia
Publicado 03/11/2020 20:37 | Atualizado 03/11/2020 20:47
Florianópolis - Uma petição online que pede justiça pela blogueira Mariana Ferrer viralizou nesta terça-feira (3). O abaixo-assinado, que está hospedado na plataforma Change.org, cresceu em mais de 810 mil assinaturas depois que veio à tona a notícia sobre a sentença inédita de “estrupro culposo” para o caso, com a consequente absolvição do acusado.

A petição, que até então não passava de 1,6 milhão de assinaturas, chegou ao final da tarde desta terça-feira com mais de 2,7 milhões, e não para de crescer. O abaixo-assinado, criado por uma usuária da plataforma em junho, tornou-se o segundo maior aberto neste ano na Change.org, no Brasil, atrás apenas de uma petição que cobra justiça ao caso Miguel - o menino de 5 anos que caiu do 9º andar do prédio onde sua mãe trabalhava, em Recife (PE).

A mobilização em apoio à blogueira cobra a condenação do acusado, o empresário André de Camargo Aranha. “Assine e compartilhe essa petição para ajudar o caso a ganhar mais visibilidade, que ele não seja esquecido e nem abafado”, destaca um trecho da petição. “Só queremos justiça por Mariana Ferrer, uma jovem de 21 anos que teve sua virgindade e seus sonhos roubados enquanto exercia sua profissão”, completa o texto.

O abaixo-assinado faz, ainda, referência à “comoção popular” para mostrar que os apoiadores da mobilização não aceitarão “nada menos que justiça na íntegra”. O manifesto é direcionado ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Nesta terça-feira, foi divulgado um vídeo de uma das audiências do julgamento do caso. Mariana foi vítima de estupro enquanto trabalhava em uma casa de eventos em Florianópolis (SC). Depois de dois anos de investigações e processo, o caso foi encerrado com a sentença inédita de “estupro culposo” - tipificação usada para delitos cometidos sem intenção. Para casos de estupro, entretanto, este tipo de crime não está previsto por lei.