Coronavac: morte de voluntário de testes foi decorrente de suicídio
Segundo laudo médico do IML, foi confirmado que a morte do voluntário dos testes da fase 3 não estava relacionada à vacina
Capacidade de produção é de 1,5 milhão de doses por dia no Instituto ButantanAFP
Por O Dia
Rio - A morte do voluntário na fase 3 dos testes da vacina produzida pela chinesa Sinovac foi decorrente de suicídio, apontou um laudo médico emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) e obtido pela TV Cultura no início da tarde desta terça-feira.
O óbito causou a interrupção dos testes nesta segunda-feira pela Anvisa - que, antes de avisar ao próprio governo de São Paulo, informou à imprensa de que os testes estavam suspensos em decorrência de "eventos adversos graves", mas sem especificar o que havia ocorrido.
Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro, que sempre se opôs à Coronavac e a colocou no centro de um duelo político contra o governador João Doria, disse, sem ter nenhuma prova, que a vacina produzida pela Sinovac causa "morte, invalidez e anomalia". "Mais uma que Jair Bolsonaro ganha", escreveu o presidente.