Moderna anunciou uma estratégia para lidar com a questão com testes sobre uma dose adicional contra novas cepas que emergem
Moderna anunciou uma estratégia para lidar com a questão com testes sobre uma dose adicional contra novas cepas que emergemReprodução/Moderna
Por Marina Cardoso
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que está "na fase final" das negociações para a compra da vacina da farmacêutica Moderna contra a Covid-19. Representantes confirmaram que poderão entregar neste ano 13 milhões de doses do imunizante ao Brasil.
Em nota, representantes da farmacêutica se reuniram com o secretário Executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco. A empresa comunicou sobre a capacidade de cumprir com os prazos em 2021.
Publicidade
“A confirmação dessas informações, agora, entre outros dados nos ajudam a ter segurança para acelerarmos a assinatura do contrato que queremos para agilizar e fortalecer a nossa ação de imunização de todos os brasileiros contra a Covid-19”, disse Franco.
A pasta informou que ficou acertado que o Brasil receberia até o final de julho 1 milhão de doses da vacina da Moderna, mesma quantidade a chegar até 31 de agosto e 31 de setembro. E que entre outubro e dezembro seriam enviados 10 milhões de doses da substância ao país em diferentes cargas.

O Secretário Executivo explicou que agora “entra-se praticamente na fase final das negociações”, que consistirá na preparação da minuta de contrato pelo Ministério e de mais uns detalhes administrativos que envolvem o entendimento.

“De nossa parte vamos ser, como sempre, rápidos porque nossa meta é salvar vidas. E vamos iniciar as aplicações de mais essa vacina, tão logo cheguem e tenham aprovação da Anvisa, aval que também condiciona o pagamento que será realizado após a chegada de cada remessa”, asseverou.
Publicidade
A Moderna ainda não fez um pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seja de registro, emergencial ou definitivo. A vacina da farmacêutica já é usada em alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Israel. Ela também foi aprovada pela União Europeia.