Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do presidente, recebeu a primeira dose da vacina no dia 12 de fevereiro
Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do presidente, recebeu a primeira dose da vacina no dia 12 de fevereiroReprodução Facebook
Por O Dia
Na manhã desta segunda-feira, Olinda Bolsonaro, de 93 anos, mãe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), recebeu a segunda dose da CoronaVac - vacina contra o coronavírus produzida pelo Instituto Butantan. A idosa foi vacinada por volta das 10h30, em sua casa, no município de Eldorado (SP), 24 dias após a primeira aplicação, no dia 12 de fevereiro. Vale destacar que o chefe do Executivo criticou diversas vezes o imunizante, chamado por ele de 'vacina chinesa'; relembre os momentos abaixo.
Em entrevista coletiva nesta segunda, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou que a senhora recebeu a CoronaVac. “Dona Olinda Bolsonaro, a senhora está salva com a vacina do Butantan. As duas doses da vacina do Butantan que salvam a senhora, a senhora deu um exemplo de amor à vida”, afirmou Doria.
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Quando dona Olinda tomou a primeira dose, no mês passado, Bolsonaro disse que ela teria recebido o imunizante de Oxford/AstraZeneca, e não a CoronaVac. Na ocasião, ele afirmou que, após a aplicação da vacina, um funcionário do atendimento de saúde teria rasgado o cartão de vacinação dela e entregado outro com uma identificação do Butantan.
Após a polêmica, a prefeitura de Eldorado informou, no último dia 19, que iria instaurar sindicância administrativa para apurar o relato do presidente sobre o suposto cartão rasgado. Na época, o governo do Estado de São Paulo, ao comentar sobre o caso, afirmou, por meio de nota, que não divulga dados individualizados dos vacinados, "mesmo sabendo que nove em cada 10 vacinas contra o coronavírus distribuídas no Brasil são produzidas pelo Instituto Butantan (Coronavac)".
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'Não será comprada' 
No dia 21 de outubro do ano passado, o mandatário afirmou que a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac "não será comprada" pelo governo brasileiro. Em publicação no Facebook, Bolsonaro classificou o imunizante como "a vacina chinesa de João Dória (sic)", governador de SP e seu desafeto político, que negociou o produto com a farmacêutica, sem esperar pela aquisição do Ministério da Saúde. 
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'Eficácia lá embaixo'
Em outro episódio, o presidente levantou dúvidas sobre a eficácia da CoronaVac: "A eficácia daquela vacina em São Paulo parece que está lá embaixo, né?", disse Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais, em 24 de dezembro. "Não vou divulgar porcentual aqui, porque se eu errar 0,001% eu vou apanhar da mídia, mas parece que o porcentual tá lá embaixo levando-se em consideração a outra", indicou.
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Na época, o governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram que o imunizante superou o índice mínimo de eficácia exigido pelas agências regulatórias (50%). A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou em janeiro, quando aprovou o uso emergencial da CoronaVac, que há dados robustos sobre a sua segurança. A agência também esclareceu que o imunizante não apresentou reações adversas graves durante seu desenvolvimento.
'Se eu arranjar uma chinesa, você toma?'
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Ainda em dezembro, questionado por uma jornalista se o Brasil estaria atrasado em comparação a outras nações no quesito vacinação, Bolsonaro se mostrou incomodado: "Você está falando uma coisa aqui que não tem nada a ver. Você quer correr com a vacina? Se eu arranjar agora uma (vacina) chinesa, você toma? Toma ou não?”, perguntou o presidente.