Vereador Carlos BolsonaroAFP

Por ESTADÃO CONTEÚDO
O pedido de quebra do sigilo telefônico do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e de outras autoridades ligadas ao governo federal provocou um impasse na ala de independentes e oposicionistas da CPI da Covid. Ainda não há consenso para a aprovação desses requerimentos, pautados para a sessão desta terça-feira, 8.
A votação pode ser adiada e votada em outra sessão ainda nesta semana, de acordo com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), autor dos pedidos de quebra de sigilo. "Alguns têm dúvida em relação à fundamentação e à necessidade da medida e isso vai ser ajustado ao longo do tempo de conversa", afirmou o parlamentar ao Estadão/Broadcast na manhã desta terça, antes do início da reunião.
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As conversas telefônicas do vereador e de outras autoridades podem expor o chamado gabinete paralelo criado pelo governo federal na condução da crise do novo coronavírus. Para Vieira, Carlos Bolsonaro é uma "figura central" no aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro e nos "equívocos" do Executivo durante a pandemia de covid-19.
O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), pautou para esta terça o requerimento de quebra do sigilo telefônico de oito autoridades, incluindo Carlos Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. Não há acordo, porém, para aprovação da medida.