Presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)Walmir Barreto/Agencia Senado

A "novela" sobre a sabatina de André Mendonça no Senado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou mais um capítulo recentemente.
De acordo com a Revista Veja, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), responsável por marcar a entrevista de Mendonça na Casa, disse a interlocutores que conta com 50 votos para barrar a ida do ex-advogado-geral da União ao STF. “Vamos derrotar o governo", teria dito Alcolumbre a outro parlamentar.
Já aliados de Mendonça acreditam que possuem 55 votos favoráveis ao ex-AGU, mais do que os 41 necessários para o seu nome ser aprovado. Vale ressaltar que a indicação de Mendonça ao STF foi feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e tem amplo apoio da bancada evangélica no Senado.
Atritos
Alcolumbre já havia afirmado que não desejava pautar a sabatina de Mendonça tão cedo. Isso porque Bolsonaro estava em atrito com membros do Supremo.
Recentemente, com ajuda de Michel Temer, o presidente, inclusive, recuou em relação aos seus ataques aos ministros da Corte. Ele chegou a redigir uma carta à nação.
Pressão
Diante da "paralisação" de Alcolumbre, líderes evangélicos se mobilizaram para reverter o quadro no Senado. Maior interlocutor de Bolsonaro na Casa, o pastor Silas Malafaia tem feito pressão para agilizar a indicação de Mendonça.
Nos últimos meses, Malafaia tornou-se interlocutor frequente de Mendonça, que tem se encontrado pessoalmente com dezenas de senadores e feito campanha para assumir a vaga de Marco Aurélio Mello no STF. Mello se aposentou no último mês de julho.
Desde que Bolsonaro prometeu que indicaria alguém “terrivelmente evangélico” para a posição, Malafaia é a liderança religiosa que mais atua para emplacar o ex-AGU na Corte.