Primeira-dama, Michelle BolsonaroMarcos Corrêa/PR

Brasília - Nesta quinta-feira, 6, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse, durante um evento, que a primeira-dama Michelle Bolsonaro é, de forma simbólica, a "mãe de todos os brasileiros".
Enquanto Queiroga falava sobre o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, em que o governo federal promete destinar R$ 194 milhões para contratação de médicos pediatras, ginecologistas e obstetras, ele mencionou a morte de uma mulher grávida em maio de 2021, devido a um efeito adverso da vacina contra a covid-19.
"Um dos momentos mais difíceis foi quando perdemos uma gestante em função de um efeito adverso de vacinas. Embora as vacinas sejam extraordinárias, eventos adversos podem acontecer. E era na véspera do dia das mães", afirmou.
De acordo com o ministro, Michelle foi a primeira pessoa comunicada sobre o caso. "E eu comuniquei a uma primeira pessoa, a nossa primeira-dama, a dona Michelle Bolsonaro. E, como primeira-dama e também mãe, ela é, simbolicamente, a mãe de todos os brasileiros. E ela me pediu: ministro, cuide das nossas mães e das nossas crianças. E é isto que estamos fazendo aqui hoje, fazendo história e deixando um legado para as futuras gerações do país", afirmou Queiroga.
Vacina segura para gestantes
Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não encontraram evidências de que as vacinas Pfizer-BioNTech ou Moderna ofereçam riscos graves durante a gravidez, segundo análise inicial dos dados de segurança da vacina contra a covid-19 aplicadas no país.

Os resultados são preliminares e cobrem apenas as primeiras 11 semanas do programa de vacinação dos EUA. Mas, o estudo, que incluiu dados de 35 mil mulheres que receberam uma das vacinas durante ou logo antes da gravidez, é o maior já feito sobre a segurança da imunização contra a doença em grávidas.

Em entrevista ao portal Daily Mail, o professor Adam Finn, membro do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), grupo consultivo que orientou o lançamento da vacina no Reino Unido, disse que as vacinas só foram aprovadas para gestantes após evidências claras de segurança.