Presidente Jair Bolsonaro ao lado da filha, Laura BolsonaroReprodução Redes Sociais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou com a Rádio Sarandi 1310 AM, na manhã desta segunda-feira (10), e realizou observações sobre o seu posicionamento em relação a vacinação de crianças e adolescentes contra a Covid-19.

"O Brasil é de todos nós, para quem tomou vacina e quem não tomou. A vacina não é um ponto de intriga e de afastamento entre eu e a população brasileira. Fizemos a nossa parte e isso tá em voga ainda. Muitas campanhas por aí nesse sentido. Temos agora o problema da vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade, onde já dei minha opinião, né. Eu não vou vacinar minha filha e se você quiser vacinar seu filho, é um direito teu", afirmou o mandatário.
Mesmo assim, o presidente voltou a questionar a eficácia dos imunizantes e - sem provas - citou um suposto estudo realizado no Rio Grande do Sul para afirmar que as crianças não morrem em decorrência do novo coronavírus.

"As crianças não estão sujeitas, elas podem contrair o vírus, sim, mas praticamente não sentem e [a chance de] ir a óbito é quase zero. Vacinar o filho ou não é direito dele. A Pfizer não se responsabiliza pelos efeitos colaterais, mas não podemos fazer disso uma luta entre o presidente e os eleitores. A gente ainda tem liberdade pra decidir o futuro dos seus filhos", diz Jair.
"Nós conseguimos fazer com que, por ocasião da vacinação, quem for aplicar vacina nos filhos, diga todos os efeitos colaterais e você decide se vai vacinar ou não e, repito, não é esse o ponto que vai nos afastar. Vivemos numa democracia ainda e a liberdade é o bem maior que todos nós podemos gozar no Brasil", finalizou o presidente.
O estado de São Paulo, porém, divulgou um estudo realizado em conjunto com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e afirmou que 84% dos entrevistados disseram que levarão seus menores para serem imunizados.