Desembargador federal Cândido Ribeiro e o filho Ravik de Barros Bello RibeiroReprodução
Operação da PF investiga ligação de desembargador e filho com organização criminosa
Os dois são suspeitos de venda de setenças judiciais
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira, 14, uma operação para cumprir 17 mandados de busca e apreensão em Brasília, Belo Horizonte e São Luiz, no Maranhão. A ação, chamada de Habeas Pater, investiga o suposto envolvimento do desembargador federal Cândido Ribeiro, e do filho, o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, com uma organização criminosa para a venda de sentenças judiciais.
De acordo com a corporação, existe a suspeita de crimes de corrupção ativa e passiva. Ambos são alvos da operação por suspeita de estarem envolvidos com com investigados da Operação Flight Level II, também deflagrada pela PF, com o apoio da Receita Federal, nesta terça, em Minas Gerais.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal de Justiça, sendo nove de busca e apreensão em Brasília, sete em Belo Horizonte e um em São Luís. "Caso pai e filho venham a responder pelos crimes, poderão ser condenados a até 12 anos de prisão", explica a PF.
Em nota, o gabinete do desembargador disse que a operação corre em sigilo e que "Cândido Ribeiro não tem nada a declarar". Já a defesa do seu filho, Ravik de Barros Bello Ribeiro, ainda não se manifestou sobre o caso.
Operação Flight Level II
A PF cumpre na manhã desta terça, 25 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e na região metropolitana, além das cidades de São Paulo e Florianópolis. São cumpridos também cinco mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 17 de sequestro de veículos automotores e de sete imóveis, além do bloqueio de contas bancárias e criptoativos de 34 pessoas e empresas.
De acordo com as investigações, os suspeitos na primeira fase da operação seriam uma "célula" de uma organização criminosa maior voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.
Segundo a Polícia Federal, "foram identificadas aquisições de imóveis, veículos de luxo, joias e criptoativos sem que os rendimentos declarados fossem suficientes para justificar o acréscimo patrimonial no período".
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro com penas que, somadas, podem chegar a 38 anos de prisão.

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