Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma investigação para apurar a responsabilidade de militares nos atos extremistas nos prédios dos Três Poderes, em Brasília, no último 8 de janeiro.
Segundo a PGR, o material relacionado aos integrantes das Forças Armadas foi recebido no último final de semana e vai ser analisado pelo subprocurador Carlos Frederico dos Santos. Outros inquéritos que investigam militares e tramitavam no MP Militar foram encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e cópias enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O envio dessas investigações das Forças Armadas em relação aos atos de vandalismo contra os prédios do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto cumpre uma decisão de Moraes. De acordo com ele, o Supremo é quem deve julgar os militares que cometeram supostos crimes durante o 8 de janeiro.

Na ocasião, Moraes também autorizou a instauração de uma investigação pela Polícia Federal. A atuação da Justiça Militar se restringe somente a crimes que são considerados infrações militares e que sejam identificados pelas investigações da PF.

Prédios depredados
Após os ataques aos prédios dos Três Poderes, os edifícios públicos ficaram completamente depredados. Na ocasião, instalações foram quebradas, câmeras de segurança arrancadas e destruídas e a fiação foi exposta.
Imagens tiradas de dentro do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) mostram a destruição causada pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os invasores destruíram, inclusive, parte importante do acervo artístico e arquitetônico ali reunido e que "representa um capítulo importante da história nacional", conforme nota emitida pelo Palácio do Planalto.