Polícia também investiga quadrilha por lavagem de dinheiro e tráfico de drogasPCRS

A Polícia Civil prendeu cerca de 33 pessoas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na manhã desta segunda-feira, 29. A operação contou com 150 agentes e cumpriu diversos mandatos contra uma quadrilha acusada de comandar esquema de golpe dos "nudes" contra homens mais velhos, ricos ou de classe média. 
Também são investigadas atividades do grupo em outros 12 estados: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo a polícia, a ação consiste em um primeiro contato com a possível vítima, por rede social ou Whatsapp, onde uma pessoa jovem e bonita instiga o alvo a trocar mensagens de cunho sexual e fotos íntimas. Na sequência, outra pessoa se apresenta como pai da jovem, dizendo que a filha é menor de idade. Para não denunciar, o suposto reponsável exige depósitos em dinheiro.
Na maioria das vezes, após o recebimento de valores, o extorsionário continua cobrando dinheiro afirmando que precisará custear o tratamento psicológico da "menor". Em um dos casos analisados pela investigação, os golpistas chegaram a exigir valores para financiar o enterro da "adolescente", que teria praticando suicídio após a troca de mensagens.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, é bastante comum também, nesses casos, a presença de uma quarta pessoa envolvida, que se apresenta como policial, muitas vezes com fotos e nomes reais retirados das redes sociais, dizendo que está sendo registrada uma ocorrência e que será expedido mandado de prisão contra a vítima, a deixando desesperada e fazendo com que deposite mais dinheiro a quadrilha. 
Direto da prisão
A investigação também concluiu que os golpistas tem vinculação com presos e ex-detentos, cujos “comandantes” do esquema são líderes de galerias dentro das Penitenciárias. Inclusive, um dos responsáveis é braço de uma das facções criminosas de maior atuação no Rio Grande do Sul. 
Parte do valor recebedio era empregado para constituir empresas de fachada, pagar laranjas e lavar o dinheiro. O restante era usado para sustentar uma vida luxuosa dos envolvidos na armação. 
A polícia também investiga os crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de munições e armas de fogo, extorção e corrupção de menores.
Segundo o delegado Rafael Liedtke, as apurações começaram a onze meses atrás a partir da prisão em flagrante de um homem, no municío de Cachoeirinha, em Porto Alegre. Junto ao suspeito foram encontradas uma pistola Taurus 9mm e uma Mercebe-Benz, avaliada em quase R$ 200 mil.
 “O esquema era perfeitamente delineado, com vasto material que auxiliava na ilusão das vítimas e que era transmitido entre os criminosos. Para a produção do material, os investigados inclusive aliciavam adolescentes, que mandavam fotografias, áudios e vídeos sob remuneração e até mesmo sob ameaças”, disse Liedtke. 
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