Cartaz do filme ’Ainda Estou Aqui’Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, na madrugada deste domingo (2), a vitória do filme "Ainda Estou Aqui" no Oscar, na categoria Melhor Filme Internacional. Na cerimônia que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, o longa desbancou outras obras como "Emília Pérez", "A Semente do Fruto Sagrado", "A Garota da Agulha" e "Flow", e levou a estatueta. 
"Hoje é o dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. Orgulho do nosso cinema, dos nossos artistas e, principalmente, orgulho da nossa democracia. Eu e Janja estamos muito felizes assistindo tudo ao vivo. O Oscar de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui é o reconhecimento do trabalho de Walter Salles e toda equipe, de Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, Selton Mello, do Marcelo Rubens Paiva e família e todos os envolvidos nessa extraordinária obra que mostrou ao Brasil e ao mundo a importância da luta contra o autoritarismo. Parabéns! Viva o cinema brasileiro, viva Ainda Estou Aqui", escreveu.
O perfil do governo federal também comemorou a premiação nas redes sociais: "O reconhecimento reafirma a força do nosso cinema e a importância de resgatar a memória da nossa história. Parabéns a Fernanda Torres e a toda a equipe que fez desse filme um marco para o Brasil e para o mundo!".
A presidente do BRICS, Dilma Rousseff, (PT) destacou que o prêmio "celebra uma obra que presta tributo à civilização, à humanidade e aos brasileiros que sofreram com a extinção das liberdades democráticas, lutando contra a ditadura militar".
"É motivo de orgulho saber que a história de Rubens Paiva e de sua família — especialmente a busca incansável de Eunice Paiva pela verdade e pela justiça — pôde ser contada graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, que criei durante meu governo para investigar os crimes da ditadura", escreveu no X (antigo Twitter).
"Trata-se de uma vitória internacional histórica, que honra a todos os que se foram, assim como reverencia aqueles que ainda estão aqui, defendendo a democracia e combatendo o fascismo", concluiu.
O governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), desejou que o Oscar inspire novas gerações e fortaleça ainda mais a nossa indústria cinematográfica.
"A simbologia dessa conquista é sem tamanho e representa não apenas o reconhecimento da excelência do cinema nacional, mas também se torna um marco fundamental para a nossa cultura. Parabenizo também o impecável trabalho de Fernanda Torres, que mostrou seu talento excepcional ao mundo", disse.
"Com esse prêmio, fortalecemos a continuidade da produção cinematográfica brasileira, mostrando que é sim possível chegarmos ao lugar mais alto do pódio. O cinema é uma poderosa ferramenta de expressão cultural, e com essa vitória, o Brasil reafirma sua posição como um país rico de produção artística. O Brasil está em festa", acrescentou. 
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, publicou um vídeo com a reação dos foliões que curtem o Carnaval em Salvador ao saberem da vitória do filme.
"O clima do Carnaval invadiu o Oscar! VIVA O CINEMA BRASILEIRO! Essa é a reação do povo no Pelourinho, em Salvador, com o primeiro Oscar do Brasil! Ganhamos o de Melhor Filme Internacional!!".
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), também celebrou a vitória do filme: "Um orgulho para todos os brasileiros e brasileiras que, em meio ao carnaval, pararam para assistir nosso país ser reconhecido mundialmente pela sua arte e pela defesa dos valores democráticos, tão bem representados pela família Paiva", ressaltou.
Filme
Inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme se passa na década de 1970, durante o auge da ditadura militar no Brasil. A trama acompanha a família Paiva, composta por Rubens (Selton Mello), Eunice (Fernanda Torres, em uma atuação premiada com o Globo de Ouro) e seus filhos, enquanto enfrentam os desafios e turbulências do período. 
O diretor do longa, Walter Salles dedicou a vitória à Eunice Paiva, Fernanda Torres e Fernanda Montengro.
"Muito obrigada em nome do cinema brasileiro. É uma honra tão grande receber isso. Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande no regime tão autoritário, decidiu não se dobrar e resistir... Esse prêmio vai para ela: Eunice Paiva", afirmou.
"E vai para as duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro", acrescentou.
"Ainda Estou Aqui" já fez história ao levar mais de 5,2 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros.