MPSC afirmou que a Vigilância Sanitária tomou medidas legais para garantir que carnes não cheguem aos consumidoresMPSC / Divulgação

Durante uma fiscalização feita em 17 supermercados, açougues e restaurantes de Santa Catarina, foi descoberto que um estabelecimento usava corante em carnes estragadas para deixá-las mais vermelhas e simular uma aparência de frescor. Em outro local, um quilo de proteína animal também imprópria para consumo foi apreendido.
A operação realizada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Seara, por meio do Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal (POA) aconteceu entre segunda (24) e quarta-feira (26). 
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que a Vigilância Sanitária tomou todas as medidas legais para garantir que os produtos não cheguem aos consumidores. Os nomes dos locais não foram divulgados.
Na região oeste do estado, foram vistas as seguintes irregularidades em Seara e Xavantina: carnes e laticínios com prazos de validade expirados; uso de corantes para avermelhar proteínas estragadas; presença de moscas dentro de embalagens; ambientes insalubres, com higienização precária; e exposição de verduras em avançado estado de decomposição.
Locais de armazenamento das carnes estava em condições insalubres  - Divulgação / MPSC
Locais de armazenamento das carnes estava em condições insalubres Divulgação / MPSC
Já no norte, a operação apreendeu 1,3 kg de carnes e produtos impróprios para consumo, além de prender um gerente em flagrante. A ação ocorreu em quatro mercados que possuem açougue em São Francisco do Sul. Os itens foram destinados ao descarte.
No estabelecimento em que o gerente foi preso, embalagens de carnes com prazo de validade vencido estavam sendo abertas e colocadas no balcão para comercialização. Nos demais locais, os responsáveis responderão, além da esfera administrativa, por crime contra as relações de consumo.  
Gerente é preso por vender carne vencida; produtos eram reembalados e expostos no balcão para comercialização - Divulgação / MPSC
Gerente é preso por vender carne vencida; produtos eram reembalados e expostos no balcão para comercializaçãoDivulgação / MPSC