Os agentes da Polícia Federal destruíram 16 dragas usadas pelo garimpo ilegal no Vale do JavariPolícia Federal/Divulgação
A força é composta pela Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Segundo a PF, além da destruição do maquinário, também estão são realizadas diligências para identificar os líderes e financiadores da atividade ilícita, bem como suas conexões com o crime organizado.
O objetivo é garantir a segurança dos territórios contra invasões e ameaças externas, especialmente nas áreas onde há indícios ou confirmações de presença de povos indígenas isolados.
Como é
Em janeiro, a Funai divulgou imagens inéditas de povos isolados na Terra Indígena (TI) Massaco, em Rondônia, feitas durante expedições de monitoramento em 2024.
Segundo a Funai, atualmente há nove referências confirmadas de grupos isolados e outras cinco em estudo.
Na região também vivem aproximadamente sete mil indígenas de etnias como os Matis, Matsés, Mayoruna, Marubo, Kanamary, Kulina Pano, Korubo e Tshom Dyapa.
Entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, as ações de combate ao garimpo ilegal na região resultaram em mais de R$ 15 milhões em multas aplicadas, 98 dragas de garimpo destruídas, 67 armas e 70 embarcações apreendidas ou inutilizadas, além da apreensão de animais silvestres e de 322 toras de madeira.
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