Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Ricardo Stuckert
Mais cedo, integrantes da comitiva relataram ao G1 que a primeira-dama Janja havia protagonizado um momento constrangedor ao pedir a palavra para falar com Xi Jinping sobre o TikTok, que considera ter um algoritmo favorável à direita.
Segundo relatos, a fala de Janja teria "incomodado" autoridades chinesas que estavam presentes. "A primeira coisa que acho estranho é como é que essa pergunta chegou à imprensa. Porque estavam só os meus ministros lá, o Alcolumbre e o Elmar. Alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa de um jantar muito confidencial e pessoal", disse Lula ao ser questionado sobre o episódio.
"Foi uma coisa normal e ele vai mandar uma pessoa. Isso que importa. Não sei porque alguém achou que isso era novidade e foi falar para imprensa. A pergunta foi minha e eu não me senti incomodado. O fato de a minha mulher pedir a palavra é porque ela não é cidadã de segunda classe, entende mais de rede digital do que eu", concluiu Lula.
Segundo o presidente, a resposta de Xi foi a de que o Brasil tem o direito e o poder de fazer a regulamentação das redes e até banir a plataforma do País. Segundo Lula, foi uma resposta óbvia
"Não é possível a gente continuar com as redes sociais cometendo os absurdos que cometem, e a gente não ter a capacidade de fazer uma regulamentação".
O debate sobre a regulação das redes sociais no Brasil voltou à tona. Nos primeiros dias de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF)e a Advocacia-Geral da União (AGU) deram novos passos na discussão sobre a adequação das plataformas com a jurisdição brasileira. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional está alheio ao tema desde o engavetamento do PL das Fake News, em 2023. Para especialistas, cabe ao Legislativo definir novas regras caso haja necessidade de regular as plataformas virtuais, não à Justiça ou ao Executivo.
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