Forte clarão chamou a atenção no céu de Minas Gerais e do Distrito Federal Reprodução/vídeo/redes sociais

Um forte clarão chamou a atenção no céu de Minas Gerais, do Distrito Federal, Goiás e Sul da Bahia na noite desta quarta-feira (14). Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o momento em que o objeto luminoso, parecendo uma "bola de fogo", cruza o céu das cidades. 
Veja o vídeo:
De acordo com o astrônomo Ricardo Ogando, do Observatório Nacional, se trata de uma possível reentrada de lixo espacial, como estágios de um foguete, e esses objetos não costumam oferecer perigo.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), lixo espacial são objetos criados pelos humanos, que estão em órbita ao redor da Terra, mas não desempenham mais nenhuma função útil, como pequenas peças de foguetes, dejetos e etc.

Dessa forma, os objetos acabam retornando na atmosfera, causando o clarão nos céus. A associação com o fogo não está errada, já que o objeto realmente fica em chamas. Devido ao atrito com a atmosfera, ele superaquece até pegar fogo e se quebrar em várias partes.
A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) analisou detalhadamente as imagens, e com isso foi possível traçar a trajetória do objeto nos céus. Segundo a organização, o que as pessoas viram é um estágio do foguete Falcon 9, lançado em 2014, ou seja, uma parte que se separou durante o voo.

"A partir da análise dos dados e da comparação com objetos em órbita com previsão de reentrada, a Bramon identificou que o objeto mais compatível com a trajetória observada é o corpo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, identificado pelo NORAD 40108", disse.
"Este estágio de foguete foi lançado em 5 de agosto de 2014, como parte da missão que colocou em órbita o satélite AsiaSat 8, um satélite de comunicações geoestacionário destinado a fornecer serviços de transmissão para a região Ásia-Pacífico. Após cumprir sua missão, o segundo estágio do Falcon 9 permaneceu em órbita como lixo espacial e, com o tempo, sua trajetória foi decaindo até resultar na reentrada atmosférica observada nesta quarta-feira", explicou.